Exportações do agronegócio cearenses recuam 11,6%

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: As exportaçães da categoria das "frutas (incluindo nozes)" registraram um valor de R$ 170,266 milhões, uma queda de 17,83%
Foto: FOTO: FABIANE DE PAULA

Fortaleza/Brasília. Após fechar 2017 com o sexto ano de seca, as exportações da agronegócio cearense caíram 11,64% em relação a 2016, acumulando um volume total de R$ 593,99 milhões contra R$ 672,21 milhões do ano anterior. Ao todo, em 2017, o Estado mandou cerca de 208,545 mil toneladas para fora do País. No ano anterior, esse número foi de 280,437 mil toneladas.

Os dados, divulgados nessa terça-feira (16) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostram também que os principais setores do mercado local apresentaram rendimento inferior em 2017, comparado a 2016.

O relatório aponta redução de 15,27% para o setor de "couro, produtos de couro e peleteria", que exportou R$ 178,859 milhões, e queda de 17,83% para a categoria das "frutas (incluindo nozes)", que registrou um valor de R$ 170,266 milhões. Em 2016, o Ceará havia acumulado, respectivamente, R$ 211,091 milhões e R$ 207,202 milhões com a exportação desses produtos.

Importações

Com relação às importações, o levantamento apresenta um aumento de 12,55% para a agronegócio cearense, subindo dos R$ 396,694 milhões, em 2017, para R$ 446,478 milhões em 2017. Com os valores, o saldo da balança comercial para o setor fechou o ano passado com um superávit de R$ 147,508 milhões, o que representaria uma redução de 46% ao rendimento de 2016, quando o Ceará terminou com um saldo, também positivo, de R$ 275,512 milhões para o setor.

Cenário nacional

Considerando os dados para todas as unidades da Federação, o agronegócio registrou um total de US$ 96,01 bilhões para as exportações em 2017, representando aumento de 13% em relação ao ano anterior.

Com o crescimento do valor exportado sobre as importações, o saldo da balança comercial do setor foi de superávit de US$ 81,86 bilhões ante os US$ 71,31 bilhões registrados em 2016 - o segundo maior saldo da balança da história, inferior apenas ao de 2013 (US$ 82,91 bilhões). Os produtos que mais contribuíram para o aumento das exportações foram o complexo da soja (+US$ 6,3 bilhões); produtos florestais (+US$ 1,3 bilhão); carnes (+US$ 1,26 bilhão); cereais, farinhas e preparações (+US$ 953,86 milhões); e o complexo sucroalcooleiro (+US$ 889,34 milhões). De acordo com o Ministério da Agricultura, a alta do saldo comercial se deve, em parte, ao início da recuperação de preços no mercado internacional e, sobretudo, ao aumento dos volumes exportados. No ranking de valor exportado, o complexo de soja também ocupou a primeira posição, com US$ 31,72 bilhões. As vendas de grãos foram recordes em valor (US$ 25,71 bilhões) e também em quantidade (68,15 milhões de toneladas).

Ranking

As carnes ficaram em segundo lugar na pauta, com vendas de US$ 15,47 bilhões e crescimento de 8,9% em valor. A carne de frango, principal produto do setor, representou quase metade do montante (46,1%).

Foram exportados US$ 7,14 bilhões do produto, 5,5% acima do que havia sido registrado no ano anterior. Já as vendas de carne suína apresentaram recorde histórico, somando US$ 1,61 bilhão, valor que é 9,7% superior a 2016. O complexo sucroalcooleiro ocupou a terceira posição, com US$ 12,23 bilhões. As vendas de açúcar foram responsáveis por quase todo esse montante, com 93,3% do valor (US$ 11,41 bilhões). Houve crescimento de 9,4% ante 2016, ou seja, 9,7% superiores a 2016. "O agronegócio vai bem, mas sob olhar estreito, porque o produtor tem tido a renda cada vez mais corroída", disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

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