Minicurso Vem Empreender: aprenda como lidar com as finanças da sua empresa

Segundo curso do Vem Empreender, com certificação incluída, mostra o que fazer para manter as contas em equilíbrio e ensina ferramentas de gestão financeira.

Legenda: Um dos erros mais comuns de quem empreende é não ter um planejamento financeiro da empresa.
Foto: Divulgação

Números, planilhas, contas e mais contas. Para muita gente que empreende, lidar com a matemática financeira da empresa não é das tarefas mais prazerosas. Mas quem conduz um negócio precisa estar com o pensamento financeiro equilibrado para não acabar gastando mais do que lucrando. Mesmo sem muita afinidade com os números, o caminho é aprender algumas ferramentas de gestão financeira para não passar aperto. 

No segundo minicurso do Vem Empreender você vai entender os números da empresa e o que não pode faltar para uma boa gestão financeira do seu negócio. Além dos materiais em texto, os inscritos também podem conferir aulas em vídeo e e-books sobre os temas abordados. Vale lembrar que há emissão de certificado para os alunos que acertarem quatro das cinco perguntas do questionário final. 

De acordo com o professor universitário José Landsberg, da Univeridade de Fortaleza (Unifor), um dos erros mais comuns de quem empreende é não ter um planejamento que acompanhe os números financeiros da empresa. “É fundamental ter um planejamento, uma previsão das despesas e custos da empresa bem como das suas receitas. Mas, além de planejar, de estabelecer uma previsão dos valores a receber e a pagar, é fundamental a empresa acompanhar o realizado, ou seja, se a empresa gastou e recebeu em linha com o que havia planejado. Se houver uma diferença muito grande entre o previsto e o realizado, o empreendedor deve refazer sua previsão”, orienta o professor.  

Outro erro muito comum é não dar atenção ao fluxo de caixa da empresa, ou seja, não acompanhar as entradas e saídas do caixa da empresa pode levá-la a uma situação financeira delicada. “O empreendedor também deve estar muito atento aos custos e despesas da empresa evitando descontrole dos gastos mantendo-os sempre em linha com a capacidade e, principalmente, necessidade da empresa”, complementa.  

Se você tem dificuldade de precificar, esteja atento ao risco de uma precificação deficiente. “Um preço mal definido impacta no volume de recursos financeiros a serem obtidos pela empresa, impactando no resultado final dela”, alerta José Landsberg.  

Legenda: Especialistas recomendam que o gestor financeiro crie instrumentos que o auxiliem na gestão financeira da empresa.
Foto: Divulgação
 

Gestão financeira 

Planejamento, execução e controle dos recursos financeiros. Este é o tripé que sustenta uma boa gestão financeira. “Quando esse tripé é atendido, a gestão financeira da empresa roda de maneira eficiente e contribui para que a empresa atinja aos seus objetivos”, destaca o professor. 

Além dos valores monetários que as empresas têm a receber e a gastar, a gestão financeira deve ter como objeto de estudo e preocupação o tempo em que as empresas irão receber seus recursos e realizar seus pagamentos buscando fazer a otimização desses, ou seja, é papel das finanças buscar que primeiro haja a entrada do recurso financeiro para somente após a entrada, haver a saída. Resumindo: primeiro a empresa lucra, depois, gasta. Especialistas recomendam que o gestor financeiro crie instrumentos que o auxiliem na gestão financeira da empresa e que permitam verificar problemas e oportunidades financeiras que o negócio possa ter.  

Há alguns importantes instrumentos de controle financeiro, tais como: o painel de valores a receber e a pagar, o fluxo de caixa que deve ser criado objetivando prever e também acompanhar o realizado das movimentações financeiras de uma empresa. Além disso, o empreendedor deve realizar o levantamento de custos e despesas da empresa verificando sempre alterações e buscando otimiza-los ou seja, cortar os desnecessários. 

“A prioridade do empreendedor é ficar atento ao volume de receita e de gastos da empresa, garantindo que eles estejam alinhados em termos de volume, mas também prazo ou seja, que os recursos estejam disponíveis e em quantidade suficiente antes das obrigações. O fluxo de caixa é um excelente instrumento para esse fim”, salienta o professor José Landsberg. 

Fluxo de caixa  

Um dos principais instrumentos de gestão financeira, o fluxo de caixa é uma importante peça de gestão financeira que registra todas as informações financeiras. “Torna-se uma importante peça de gestão pois, através dele, consegue-se ter o panorama da situação financeira da empresa e suas movimentações. Compila-se, no fluxo de caixa, os principais pontos de controles financeiros da empresa. Ao atrelar o fluxo de caixa a outras peças de gestão, a empresa como um todo passa a ser mais bem estabelecida”, explica Landsberg.   

De acordo com o professor, é por meio do fluxo de caixa que o gestor financeiro consegue observar os valores a serem recebidos e gastos pela empresa bem como quando serão recebidos e/ou gastos.  “Inicialmente deve ser construído o fluxo de caixa com base na previsão das receitas e dos gastos da empresa em determinado período. O fluxo de caixa deve ser separado em dois grandes blocos, o bloco com o fluxo das entradas de recursos financeiros e o bloco com o fluxo das saídas de recursos”, explica.   

No bloco de entrada de recursos, deve-se registrar: Previsão de receita, previsão de recuperação da inadimplência e outras receitas. Já no bloco das saídas de recursos deverá constar: previsão de custo, previsão de despesa e qualquer outro desembolso que a empresa tenha ciência que irá realizar. É importante que o fluxo de caixa tenha os saldos do fluxo de caixa, tanto o saldo inicial do período como o saldo de cada um dos períodos projetados. O saldo dos períodos projetados é dado pela diferença entre as entradas e as saídas de caixa.  

Vantagens do fluxo de caixa  

A ferramenta mostra a situação financeira da empresa. Com ele, o empresário pode saber a qualquer momento a condição de pagamento das obrigações, evitando-se o uso de empréstimos bancários sem necessidade. 

Além disso, ajuda o empreendedor quanto às negociações com fornecedores, descoberta de erros e controles financeiros da empresa. “Quando o fluxo de caixa não é elaborado, todas vantagens apontadas deixam de existir deixando a gestão financeira da empresa deficiente”, destaca o professor.   

Precificação

Na gestão financeira, a precificação representa um passo que merece bastante atenção. Não é um processo tão simples, por isso, muitos empreendedores acabam se perdendo e gerando desequilíbrio nas contas. “É trabalhoso e deve refletir a realidade de cada empresa. É um processo que tem que ser pensado como um todo, tanto pelo lado da empresa como pelo lado do cliente”, explica Landsberg.  

De acordo com o professor, algumas perguntas precisam ser feitas para a correta precificação dos produtos, como: Quem é o público-alvo? Quais os custos de despesas envolvidos na produção? O preço é fator determinante na escolha da minha marca? Meu produto é exclusivo ou tem muitos concorrentes? Como está a demanda para meu produto?  

 “Essas reflexões ajudam bastante no processo, mas além disso, o processo de precificação do produto deve ser suficiente para cobrir os custos e despesas da empresa e ainda o lucro do empreendedor”, salienta. Além disso, observa, os custos e despesas, a margem de contribuição do produto, o ponto de equilíbrio do negócio e a margem de lucro desejado devem ser levados em consideração no momento da precificação.  

Linha de crédito 

Quando é hora de promover e/ou acelerar o crescimento da empresa, o empreendedor pode fazer uso de linhas de crédito que estão disponíveis no mercado. Mas como saber qual é o momento certo? Para o professor é sempre que houver oportunidades a serem aproveitadas, mas, por um motivo ou por outro, a empresa não possui recurso financeiro. “Se há oportunidade, há possibilidade de geração e expansão do negócio e as linhas de crédito vêm no intuito de permitir essa expansão”, argumenta. 

Ao escolher uma linha de crédito, o empreendedor deve prestar atenção ao custo, verificar se a taxa cobrada e eventuais tarifas estão alinhadas à prática de mercado e à realidade da empresa. “Verificar os prazos de pagamentos concedidos pela linha de crédito à empresa tomadora do crédito também é de fundamental importância”, destaca o professor.  


Veja mais detalhes e revise o que você aprendeu: 

Baixe o E-book “Entendendo os números da minha empresa”. 

 Responda ao questionário abaixo para receber o certificado de participação do segundo minicurso do projeto Vem Empreender. 

Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail: eges@unifor.br. Escritório de Gestão Empreendedorismo e Sustentabilidade (EGES) | De segunda a sexta-feira, de 8 às 18h. 

Quero receber conteúdos exclusivos do Vem Empreender

Assuntos Relacionados