Mulher agredida com mais de 60 socos por ex-jogador de basquete mostra rosto após cirurgia
Vítima pode ter sequelas e será acompanhada nos próximos meses
Juliana Garcia, de 35 anos, que foi agredida pelo ex-jogador de basquete Igor Cabral com mais de 60 socos no rosto dentro de um elevador, mostrou pela primeira vez o resultado da cirurgia de reconstrução facial.
Em publicação nas redes sociais, a jovem mostrou parte do rosto uma semana depois da realização do procedimento, que durou cerca de sete horas. Segundo o cirurgião-dentista que realizou a cirurgia, Kerlison Paulino, Juliana deve ter sequelas dada a extensão das fraturas e por isso deve receber acompanhamento nos próximos meses.
Veja parte do rosto após o procedimento de reconstrução facial
As lesões se concentraram na maçã do rosto direita, na órbita, no maxilar e na mandíbula, além de uma fratura nasal. Ela recebeu alta na segunda-feira (4).
"Diante de um trauma desta magnitude, não dá para afirmar que a paciente está livre de sequelas. Para isso, será monitorada nos próximos meses para definição do que será realizado", disse Kerlison Paulino ao jornal Folha de São Paulo.
O procedimento foi realizado na sexta-feira passada, no Hospital Universitário Onofre Lopes, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), vinculado à rede Ebserh (Empresa de Serviços Hospitalares).
Segundo o profissional, foram encontradas fraturas cominutivas, que são fragmentos presentes nas regiões atingidas, o que dificulta a fixação óssea com placas e parafusos. "A estrutura precisa ficar rígida o suficiente para a obtenção do melhor resultado", diz Oliveira.
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Relembre o caso
O ataque aconteceu em 26 de julho. Câmeras de segurança gravaram o momento em que o ex-jogador de basquete Igor Cabral defere uma sequência de mais de 60 socos no rosto de Juliana Garcia dentro do elevador do condomínio onde ela mora, no bairro da Ponta Negra, em Natal (RN).
O segurança do condomínio, que viu as agressões dentro do equipamento, acionou a polícia. Ele está preso preventivamente, e se tornou réu por tentativa de feminicídio na quinta-feira (7). Ele alegou, em depoimento, ter tido um “surto claustrofóbico”.