Vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra Covid-19 não exigirá receita, define Ministério da Saúde

Imunização do público não será obrigatória

Menina loira com rosto eclipsado por braço de enfermeira sendo vacinada contra a Covid-19
Legenda: Imunizante a ser utilizado na faixa etária será o da Pfizer
Foto: Frederic J. Brown/AFP

O Ministério da Saúde divulgou, na tarde desta quarta-feira (5), recomendações sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. A imunização não será obrigatória e nem exigirá receita médica.

Apesar da inclusão do segmento no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra o coronavírus, a Pasta recomendou que os pais busquem recomendação médica antes da vacinação das crianças, conforme o portal G1.

A recomendação da Pasta é de que a vacinação inicie em ordem decrescente de idade — das crianças mais velhas para as mais novas —, priorizando pessoas com comorbidade ou deficiência permanente. 

Haverá necessidade de autorização por escrito se a mãe, o pai ou o responsável pela criança não estiver presente durante a imunização. A primeira e a segunda doses terão intervalo de oito semanas, diferentemente do prazo de três semanas indicado na bula.

Imunização autorizada pela Anvisa

A imunização de crianças de 5 a 11 anos foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último dia 16 de dezembro, após análises de segurança e eficácia da vacina. O Ministério da Saúde, porém, desejou, inicialmente, exigir prescrição médica para imunização desse público.

Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, lembrou que o imunizante a ser utilizado na faixa etária é o da Pfizer. A dosagem, contudo, será diferente — a vacina a ser ministrada em crianças equivale a um terço da dosagem aplicada na população adulta.

"[O público de crianças de 5 a 11 anos] merece uma ênfase especial, até porque esse público precisa ser atendido com uma vacina específica", disse o chefe da Saúde.

Ainda nessa terça (4), a Pasta federal realizou audiência pública para promover discussão com especialistas de "diversas correntes" na área da Saúde. O evento tinha o intuito de "obter informações para nortear a estratégia de operacionalização e tomada de decisões".

Por já ter se manifestado a favor da imunização de crianças, a Anvisa informou que não participaria da ocasião. Segundo ofício emitido, a agência destacou que participação de representantes do órgão no evento "não agregaria novos elementos à temática".

Já em âmbito estadual, a Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB/CE) — colegiado permanente de gestores da Saúde no Estado e dos 184 municípios cearenses — aprovou a vacinação de todas as crianças com idades entre 5 e 11 anos.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o Brasil