Polícia Federal assume investigações do assalto a bancos em Araçatuba

PF tomou a frente da apuração porque duas das trÊs agências bancárias são ligadas ao governo federal

Assalto em Araçatuba
Legenda: Criminosos transitaram pela cidade protegidos por uma espécie de "escudo humano"
Foto: reprodução

O ataque a bancos em Araçatuba, no Interior de São Paulo, que terminou com três mortos, cinco feridos e dois presos, passou a ser investigado pela Polícia Federal, porque duas das três agências, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, são ligadas ao governo federal.

A PF continua ouvindo testemunhas e conta com apoio operacional das polícias Militar e Civil. Agentes federais de Marília, Presidente Prudente e Sorocaba também foram incluídos na força-tarefa para localizar e prender o grupo criminoso.

Os primeiros levantamentos policiais indicam que pelo menos 20 homens participaram da ofensiva contra os bancos por volta da meia-noite dessa segunda-feira (30).

Em uma das agências roubadas, que funciona como uma tesouraria regional, os criminosos tiveram acesso ao cofre subterrâneo. Na outra, a quadrilha atacou os caixas eletrônicos. A terceira agência teve apenas a estrutura danificada. A polícia não divulgou o montante levado pela quadrilha. 

Explosivos

O bando fez moradores de "escudo humano" sobre os carros em fuga para evitar disparos de policiais, além de ter queimado veículos para impedir a chegada das forças de segurança. Eles usaram ainda drones para monitorar a ação da PM.

Policiais do Gate já identificaram 20 locais em Araçatuba com explosivos. Até a manhã desta terça-feira (31), 16 artefatos já haviam sido desarmados. 

Um dos moradores chegou a ter os dois pés amputados depois de se aproximar de um explosivo instalado pelos assaltantes. A vítima tem 25 anos e estava de bicicleta quando houve a explosão. O homem foi socorrido à Santa Casa e precisou ser intubado.

"A gente está em contato com o Gate, policiais altamente especializados para saber como funciona. Mas a informação inicial seria com sensores. A gente não sabe se é sensor de movimento, por aproximação. A gente está aguardando as informações exatas do Gate que está lidando com esses pontos onde foram deixados os artefatos para dificultar o trabalho da Polícia Militar", explica o capitão da PM, Alexandre Guedes..

 

 

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