Mulher transexual cearense é assassinada a facadas e jogada de carro em São Paulo

Os responsáveis pelo crime ainda não foram presos. Família de Vitória está preocupada com o translado do corpo

Vitória Rodrigues morava em São Paulo há 17 anos e trabalhava como garota de programa na noite paulistana
Legenda: Vitória Rodrigues morava em São Paulo há 17 anos e trabalhava como garota de programa na noite paulistana
Foto: Reprodução

Uma mulher transexual cearense, de nome social Vitória Rodrigues, 31 anos, que trabalhava como garota de programa, foi assassinada a facadas e jogada de um carro em movimento, em São Paulo, na madrugada do sábado (23). Os responsáveis pelo crime ainda não foram presos.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que policiais militares foram acionados e encontraram uma mulher transexual morta, na Alameda dos Uapes, no Planalto Paulista. O local onde o corpo foi jogado é próximo à Avenida Indianápolis, área nobre da capital paulista. Entretanto, a Pasta não confirmou a identificação.

Vitória Rodrigues morava em São Paulo há 17 anos e trabalhava como garota de programa na noite paulistana. A família da cearense ainda não foi contactada pelas autoridades de São Paulo, mas ficou sabendo do crime por amigas de Vitória.

No local, os agentes encontraram a vítima (não identificada) no solo, com sangramento. Foi solicitada assistência de equipe do SAMU, que constatou o óbito. O caso foi registrado no 16o DP, da Vila Clementino, e será investigado pelo DHPP. Foram solicitados os exames periciais pertinentes no local e na vítima."
Secretaria da Segurança Pública de São Paulo
Em nota

Testemunhas contaram que viram a mulher transexual ter o corpo arremessado de um carro que passou pelo local, por volta de 3h do último sábado (23). O crime é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo (PC-SP).

Translado do corpo

A família tá péssima. Principalmente minha mãe, que estava em cima de uma cama, medicada, e agora que recebeu a notícia. Ela tá arrasada. Fazia 17 anos que ela (mãe) não via ela (Vitória)"
Michele Feitosa de Sousa
Irmã de Vitória

A recicladora Michele Feitosa de Sousa revela à reportagem que a família de Vitória, que mora em Fortaleza, está preocupada com o translado do corpo, para fazer o velório e o enterro. "A gente não tem condição (financeira). É muito alto o custo para trazer de lá para cá", lamenta.

Outra mulher transexual cearense assassinada

Outro homicídio contra uma mulher transexual cearense foi registrado fora do Ceará, neste ano. Alessandra Drummond, de 29 anos, foi morta com um tiro no rosto em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, no último dia 16 de setembro.

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