Estado de São Paulo entra na fase vermelha a partir deste sábado (6), anuncia João Doria

Algumas regiões paulistas já estavam nesse estágio do plano de combate à pandemia da Covid-19

Governador de São Paulo João Doria em coletiva de impressa nesta quarta-feira 3 de março
Legenda: Na ocasião, o governador voltou a afirmar que São Paulo enfrentará o pior estágio epidemiológico, desde o início da pandemia, nas duas próximas semanas
Foto: divulgação/ Governo de São Paulo

Todos os municípios de estado de São Paulo passarão a integrar, a partir do próximo sábado (6), seguindo até o dia 19 de março, a fase vermelha do plano de combate à pandemia da Covid-19. A medida foi anunciada pelo governador João Doria, nesta quarta-feira (3), em coletiva de imprensa. A etapa é a mais restritiva e impede o funcionamento de atividades não essenciais no território paulista.



A fase permite apenas a abertura de estabelecimentos como farmácias, supermercados, padarias, agências dos correios, petshops, clínicas veterinárias, postos de combustível e transportes coletivos, além de igrejas. Já os serviços como shoppings, comércio de rua, restaurantes e academias ficam fechados.  

As instituições de ensino não estão incluídas nessa etapa do plano, portanto, podem funcionar normalmente.



Seis regiões do Estado já estavam nesse estágio, são elas: Araraquara, Barretos, Bauru, Marília, Presidente Prudente e Ribeirão Preto. No entanto, outras 11 sofrem a regressão de fase desde a última classificação na última sexta-feira (26). 

Agravamento da crise epidemiológica 

O retorno para as medidas mais restritivas é consequência do avanço da crise causada pelo novo coronavírus. Nesta terça-feira (2), São Paulo registrou 468 óbitos causados pela doença, segundo o consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de saúde. Ao todo, mais de 60 mil pessoas já foram vítimas da doença no Estado, que acumula mais de 2 milhões de casos confirmados.



"As últimas 24 horas, a central de vagas recebeu 901 pedidos para internação em leitos de UTI. Na prática, isso quer dizer que São Paulo encaminhou um paciente de Covid-19 a cada 2 minutos em hospitais públicos ou privados. É o termômetro dessa tragédia", lamentou o governador na coletiva. 

Novos leitos exclusivos

Em seu discurso, João Doria previu um colapso na oferta de leitos de UTI para a doença nas próximas duas semanas, se não houver a restrição. Atualmente, 74,3% das vagas no Estado estão ocupadas, índice que sobe a 75,5% na Capital.

O governador ainda anunciou a abertura de 500 novos leitos para combater as infecções por Covid-19, sendo 339 de UTIs e 161 de enfermarias, em hospitais da rede pública de saúde de São Paulo. "Os leitos serão aberto gradativamente a partir do dia 8 de março", detalhou Doria.  

'Pior semana da Covid-19' 

Nesta terça-feira (2), João Doria, afirmou, durante a inauguração do posto de vacinação drive-thru no estádio do Morumbi,  que São Paulo vivencia a pior semana desde o início da pandemia da Covid-19

"Entramos na pior semana da Covid-19 da história da pandemia desde 26 de fevereiro. Isso não apenas em São Paulo, os demais estados também, tenho falado com governadores de outros estados. Há uma preocupação generalizada", afirmou o governador, que continuou, prevendo que "as duas próximas semanas serão as mais difíceis no combate ao vírus no Brasil como um todo".



Na ocasião, Doria afirmou que, caso o Governo Federal não propusesse uma coordenação nacional de enfrentamento da Covid-19, os governadores deveriam adotar medidas mais restritivas nos próximos dias.

No Maranhão, o governador Flávio Dino também anunciou, nesta quarta-feira, novas medidas mais restritivas de combate à pandemia de Covid-19 no estado. As ações possuem validade de dez dias e preveem, entre outras determinações, a suspensão das atividades presenciais em instituições de ensino públicas e privadas.    

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