João Doria diz que São Paulo entrou na pior semana desde o início da pandemia

A declaração foi feita nesta terça-feira (2) durante a inauguração do posto de vacinação drive-thru no estádio do Morumbi

João Doria no início da vacinação no estádio do Morumbi
Legenda: O gestor estadual ainda afirmou na ocasião que, caso o Governo Federal não proponha uma coordenação nacional de enfrentamento da Covid-19, os governadores devem adotar medidas mais restritivas nos próximos dias
Foto: divulgação

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o estado vivencia a pior semana desde o início da pandemia da Covid-19. A declaração foi feita nesta terça-feira (2) durante a inauguração do posto de vacinação drive-thru no estádio do Morumbi.   

"Entramos na pior semana da Covid-19 da história da pandemia desde 26 de fevereiro. Isso não apenas em São Paulo, os demais estados também, tenho falado com governadores de outros estados. Há uma preocupação generalizada", afirmou o governador, que continuou, prevendo que "as duas próximas semanas serão as mais difíceis no combate ao vírus no Brasil como um todo".

 

Na ocasião, Doria afirmou que, caso o Governo Federal não proponha uma coordenação nacional de enfrentamento da Covid-19, os governadores devem adotar medidas mais restritivas nos próximos dias.   

"Se o governo federal não oferecer hoje uma resposta concreta, a partir de amanhã os governadores dos estados seguirão fazendo com mais intensidade as suas ações para compra de vacinas, seringas e agulhas e implementando medidas restritivas, que certamente terão de ser adotadas ao longo desses próximos dias", declarou.  

Segundo o tucano, todos os governadores têm manifestado preocupação com o aumento da incidência da infecção pelo coronavírus, com a ocupação de leitos primários e de UTI e com o número de óbitos. 

Mesmo com os números da pandemia indicando situação crítica em São Paulo, o estado tem menos restrições do que já teve em alguns momentos do ano passado. Segundo o governador, a decisão final sobre endurecer ou relaxar as restrições cabe ao Centro de Contingência do Coronavírus, um painel de especialistas que acompanha os dados do Estado.  

"Vamos continuar seguindo as orientações dos especialistas. O que eles decidirem hoje, vamos anunciar amanhã", disse.  

Na segunda-feira (1º), o Brasil completou 40 dias com mais 1.000 mortes de média móvel. O valor da média também foi recorde, pelo terceiro dia consecutivo, chegando a 1.223.

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