Construção de nova piscina em prédio de luxo onde estrutura desabou custará mais de R$ 1 milhão

O fundo da raia de 25 metros desmoronou sobre a garagem do condomínio em Vila Velha, no Espírito Santo

Engenheiros analisam desabamento de piscina em Vila Velha, Espírito Santo, em abril de 2021
Legenda: Um relatório aprofundado sobre as causas do incidente será publicado até a próxima semana, informou o Crea-ES
Foto: divulgação

O condomínio de luxo onde uma piscina de 25 metros desabou sobre a garagem, em Vila Velha, Espírito Santo, irá construir uma nova raia. Conforme o síndico do residencial Parador, Gilmar Assumpção, a construção do tanque deve custar mais de R$ 1 milhão. As informações são do portal Uol.

O administrador informou que somente o fundo da estrutura foi danificado no incidente, as laterais estão intactas. Porém, toda a área será reconstruída, informou a empresa responsável pela obra. 

"Toda a área da lateral da piscina está intacta, mas a construtora disse que vai fazer tudo novamente. Tudo será feito com diálogo dos moradores junto com a empresa", explicou ao portal. 

O síndico e a Defesa Civil classificam que não há risco de o residencial desmoronar. O local passará por uma nova avaliação na terça-feira (27). "Uma empresa especializada foi contratada e está acompanhando tudo. Depois da avaliação, decidiremos se vamos voltar", disse Assumpção.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) classificou que seria "irresponsável e incoerente" o retorno dos moradores ao prédio nesse momento. Equipes da entidade visitaram o local após o desabamento, que não deixou feridos. 

Análise preliminar

Engenheiros e especialistas da construção civil constataram, durante visita na sexta-feira (23), que o desabamento da piscina causou danos no teto do subsolo, que apresentou deformações devido à carga excessiva recebida pela queda do tanque. A laje e algumas paredes apresentaram trincas e rachaduras

Piscina desaba no Espírito Santo
Legenda: A estrutura que cedeu tinha 25 metros e foi construída no ano de 2018 no edifício Parador, onde moram aproximadamente 270 pessoas
Foto: Reprodução

Além disso, o escoramento da laje de dois pavimentos inferiores ainda não está finalizado. O impacto do incidente afetou também o sistema de gás e a área de evacuação de emergência foi comprometida com o impacto, o que dificultaria a saída no caso de um possível incêndio. 

Diante dessas circunstâncias, o presidente do Crea-ES, Jorge Dias, disse que "qualquer decisão pelo retorno dos moradores é totalmente irresponsável, inconsequente e incoerente". A mesma avaliação é feita pelo Corpo de Bombeiros.

O relatório de vistoria feito pelo Crea-ES na sexta será apresentado até a próxima semana.

Causa do desabamento 

Jorge Dias analisou a situação e concluiu que a piscina desabou por inteiro, devido à corrosão do aço, engastamento insuficiente entre o fundo da piscina e a viga de sustentação. Para ele, a anomalia pode ter sido resultado de falha de projeto, erro de execução ou, até mesmo, problemas com manutenção. 

Escombros 

A estrutura que cedeu na última quinta-feira (22) tinha 25 metros e foi construída no ano de 2018 no edifício Parador, onde moram cerca de 270 pessoas. Os escombros foram parar no meio das ruas que ficam no entorno do residencial, e a água saiu pela garagem. 

Moradores relataram ter escutado um "forte barulho" quando o fato aconteceu e um "cheiro muito forte de gás", porque ela era aquecida. Alguns deixaram as torres sem mesmo levar nada.

 

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