Após confusão em aeroporto, casal consegue embarcar com coelho

Vídeo de tumulto entre passageiros e funcionários da companhia aérea circulou nas redes sociais após animal ter sido impedido de embarcar na última quinta-feira (18)

Casal dentro de carro. no colo do homem há um coelho de cor cinza
Legenda: O casal cria Alfredo e queria viajar com o animal para Dublin
Foto: Reprodução/ Instagram

Depois de confusão na última quinta-feira (18) no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, um casal conseguiu embarcar com o coelho de estimação, Alfredo, nessa sexta-feira (19). Os passageiros foram impedidos de entrar na aeronave com o animal, apesar de terem autorização judicial prévia.

A proibição do embarque gerou tumulto, com agressão e xingamentos. Em certo momento, o dono do coelho é empurrado e chega a cair sobre a mala em que o roedor é transportado. O vídeo do ocorrido circulou nas redes sociais.

A Furno Petraglia e Pérez Advocacia, escritório responsável pela defesa dos dois passageiros, divulgou nota repudiando a violência e o desrespeito a decisões judiciais. 

Decisão liminar

Segundo a defesa do casal, os passageiros tiveram uma decisão liminar deferida para o embarque no dia 12 de novembro, a qual autorizava o transporte do coelho no voo da KLM com destino a Dublin no dia 15 de novembro. De imediato, a companhia aérea informou no processo que não iria cumprir "por falta de tempo".

Legenda: O casal conseguiu embarcar com o animal na última sexta-feira (19)
Foto: Reprodução/ Instagram

O escritório de advocacia afirmou que os clientes arcaram com taxa de cerca de R$ 6 mil para então remarcar o voo para o dia 17 de novembro, mas ainda assim a decisão não foi cumprida.

"Posteriormente, o voo foi alterado para o dia 18 de novembro pela própria KLM e, nesta ocasião, os clientes foram ao aeroporto, fizeram o check-in, pagaram a “taxa pet" do coelho cobrada pela companhia e, quando estavam no local de embarque (poucos minutos antes da decolagem do avião), foram retiradas da fila da aeronave sob a justificativa de que o comandante, autoridade máxima na aeronave, não autorizou o embarque deles", diz nota.

A defesa afirma que, após mais de cinco horas prestando depoimentos na delegacia do aeroporto depois do tumulto, uma nova ordem judicial de embarque foi conseguida. O casal embarcou com escolta policial no dia 19 de novembros, acompanhado de Alfredo. 

"Informamos que as imagens veiculadas na mídia não estão completas e estamos tomando as medidas para obtenção da gravação completa, que será oportunamente divulgada", acrescenta a defesa.

'EQUÍVOCO INTERNO'

A KLM afirmou, também em nota, que houve “equívoco interno” ao avisar a equipe de embarque sobre a documentação exibida.

“Devido a um equívoco interno da companhia, o transporte excepcional do animal na cabine da aeronave, com base em uma decisão judicial, não foi comunicado à tripulação do voo com antecedência”, diz o texto.

No entanto, a companhia fez ressalva sobre o transporte do coelho —  por ser roedor, o bicho não pode ser levado na cabine por "questões de segurança", diferentemente do que ocorre com cães e gatos, conforme a empresa. 

A KLM afirmou, ainda, que “lamenta profundamente que a situação tenha escalado para um desentendimento no local de embarque”, além de condenar “qualquer tipo de comportamento violento de passageiros e colaboradores”. Uma investigação foi aberta para compreensão dos fatos.

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