Anvisa autoriza novo ensaio clínico de vacina contra Covid-19 no Brasil

Imunizante SCB-2019 é financiado por empresa da China e foi autorizado na última sexta (16)

Fachada da sede da Anvisa
Legenda: Brasil deverá ter 12,1 mil voluntários na fase de testes da vacina.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta segunda-feira (19), que aprovou um novo teste clínico de vacina contra a Covid-19 no Brasil. O imunizante, chamado SCB-2019, é financiado pela empresa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, sediada na China, e foi autorizado na última sexta (16).

A vacina é administrada em duas doses, com intervalo de 22 dias. Conforme a Anvisa, o ensaio clínico aprovado é de fase 2/3 e será do tipo duplo-cego — nele, nem o paciente e nem o médico sabem se o participante está recebendo a vacina teste ou o placebo.

Na fase de testes, planeja-se incluir 12,1 mil voluntários com mais de 18 anos, distribuídos entre Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Além do teste no Brasil, o imunizante também será analisado em pessoas distribuídas entre países da América Latina, além da África do Sul, Bélgica, China, Espanha, Polônia e Reino Unido, totalizando outros 22 mil voluntários.



Para realizar a autorização, a Anvisa afirmou ter analisado os dados das etapas anteriores de desenvolvimento dos produtos, incluindo estudos não clínicos in vitro e em animais, bem como dados preliminares de estudos clínicos em andamento. "Os resultados obtidos até o momento demonstraram um perfil de segurança aceitável das vacinas candidatas", declarou a agência.

Análise da Anvisa

De acordo com a Anvisa, a agência tem adotado estratégias para dar rapidez às análises e às decisões sobre demandas que tenham como objetivo o enfrentamento da Covid-19 no País. 

“Uma dessas estratégias foi a criação de um comitê de avaliação de estudos clínicos, registros e mudanças pós-registros de medicamentos para prevenção ou tratamento da doença. O grupo também atua em ações para reduzir o risco de desabastecimento de medicamentos com impacto para a saúde pública devido à pandemia”, afirmou a instituição.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o Brasil