Aeronáutica suspende buscas a bimotor que caiu em Ubatuba; dois ocupantes seguem desaparecidos

Força Aérea Brasileira diz que cobriu toda a área referente ao provável local da queda durante 10 dias de operação. Familiares cobram continuidade dos trabalhos

FAB
Legenda: Força Aérea Brasileira suspende buscas pelo bimotor que caiu no mar de Ubatuba
Foto: Agência Força Aérea Brasileira/Divulgação/imagem ilustrativa

Após dez dias de operação, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou neste domingo (5) que foram suspensas as buscas pelo bimotor que caiu no mar em 24 de novembro, na área entre as cidades de Ubatuba (SP) e Paraty (RJ). As informações são do jornal O Globo

Apenas um dos três ocupantes da aeronave teve o corpo resgatado, um dia após o acidente, e os outros dois permanecem desaparecidos.

A FAB disse em nota que cobriu toda a área referente ao provável local da queda, já considerando-se as possibilidades de deslocamento em mar aberto. Disse, ainda, ter seguido os padrões internacionais e realizado ações em condições meteorológicas que, embora instáveis, não comprometeram as missões na parte aérea.

"A FAB se solidariza com as famílias dos ocupantes da aeronave acidentada e ressalta que a operação de Busca e Salvamento pela Aeronáutica poderá ser reativada se justificada por meio do surgimento de novos indícios sobre a aeronave ou seus ocupantes", diz a nota.

Estavam a bordo do avião o piloto Gustavo Calçado Carneiro,  27, cujo corpo foi encontrado; o copiloto José Porfírio de Brito Júnior,20, e o empresário Sérgio Alves,45.

Famílias cobram continuidade dos trabalhos 

Os familiares foram avisados sobre a suspensão das buscas na noite deste sábado (4), e usaram as redes sociais para lamentar a decisão e cobrar pela continuidade dos trabalhos. 

"Essa notícia me dói profundamente. É revoltante. Como acreditar, e explicar aos meus filhos, que os órgãos que deveriam nos ajudar estão desistindo de encontrar o pai deles?
É angustiante não ter informações, não conseguir achar respostas para tudo o que ocorreu. O que me resta é conseguir fechar esse ciclo e sinto que também estão me tirando este direito", disse Tatiana Fogaça, esposa de Sérgio Alves. 

"Eu peço que o poder público faça o que ele precisa fazer, peço o apoio de todos. A gente precisa de um desfecho. Nos ajudem a interceder para que a aeronáutica e a Marinha estendam as buscas por mais alguns dias", fala Tatiana, em um vídeo emocionado no Instagram. 

Também neste domingo (5), a família de Porfírio Júnior anunciou que fará buscas com a ajuda de barqueiros e pesqueiros. Cerca de 20 voluntários decidiram vasculhar a região com redes de arrasto, na tentativa de encontrar vestígios ou sobreviventes do acidente.

A informação foi postada nas redes sociais pela namorada do copiloto, a universitária Thalya Ares Viana, de 20 anos. A colaboração dos barqueiros e pesqueiros começou neste sábado (4). 

José Porfírio de Brito Júnior
Legenda: Copiloto José Porfírio de Brito Júnior segue desaparecido
Foto: Reprodução

Avião sem contato na quarta

O voo saiu às 20h30 do Aeroporto dos Amarais, em Campinas, e pousaria no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. A torre do Rio de Janeiro perdeu o contato com a aeronave às 21h40. Segundo investigações, o avião não tinha autorização para fazer táxi aéreo.

 

 

 

 

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