Em jantar com Trump, Bolsonaro tem Venezuela e comércio bilateral na pauta

Em sua conta no Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do chefe de Estado brasileiro, publicou uma foto do encontro em sua conta no Twitter e falou sobre as pautas abordadas entre os líderes políticos

Legenda: No encontro, Trump disse que os dois países têm "uma relação muito boa"
Foto: AFP

O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um jantar na Flórida, na noite de sábado (7). A reunião ocorreu em Mar-a-Lago, o clube privado de Trump em Palm Beach.

Em sua conta no Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do chefe de Estado brasileiro, publicou uma foto do encontro em sua conta no Twitter e falou sobre as pautas abordadas entre os líderes políticos.

"Cooperações comerciais, de defesa, experiência sobre a mudança da embaixada para Jerusalém, Oriente Médio e temas como as ditaduras socialistas de Cuba e Venezuela estiveram na mesa", escreveu Eduardo Bolsonaro. Na foto publicada, além dele e dos dois presidentes, aparecem os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete Institucional) e a filha do presidente Trump Ivanka e seu marido Jared Kushner, entre outros.

"Jantar muito amistoso, mas que também passou por pontos de interesse nacional", observou também Eduardo. "Brasil e EUA antes de mais nada trabalham para serem países prósperos, apostando no livre mercado, num Estado menor, apoiando a legítima defesa através de armas e respeitando os valores judaico-cristãos da maioria de nossas sociedades. Assim se faz um país grande de novo."

No encontro, Trump disse que os dois países têm "uma relação muito boa". Os dois chefes de Estado falaram brevemente a repórteres antes do jantar. "Nós sempre ajudamos o Brasil", afirmou Trump após saudar Bolsonaro.

Em comunicado conjunto divulgado pela Casa Branca após o encontro, os dois líderes disseram que discutiram Venezuela e comércio e "reafirmaram a aliança estratégica" bilateral.

Em texto publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira (5), o Brasil retirou todos os seus diplomatas e funcionários do serviço exterior da Venezuela e determinou que o país vizinho tenha a mesma atitude com seus representantes em terras brasileiras. 

Na Venezuela, os EUA têm tentado retirar o presidente Nicolás Maduro do poder por mais de um ano, sem sucesso. O comunicado disse que os líderes "reiteraram o apoio dos países para a democracia na região, incluindo o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e a Assembleia Nacional venezuelana democraticamente eleita, no momento em que eles trabalham para restaurar a ordem constitucional na Venezuela".

Ambos também discutiram um possível acordo comercial e "instruíram suas autoridades de comércio a aprofundar as discussões por um pacote de acordo bilateral neste ano", diz o texto. Trump reafirmou seu apoio a que o Brasil "comece o processo de entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)".

Outro ponto da discussão foi a "Iniciativa do Trilhão de Árvores", que busca proteger um trilhão de árvores pelo mundo até 2050. 

Bolsonaro frequentemente expressa admiração pelo presidente estadunidense. O líder brasileiro tem adotado estilo similar na política ao de Trump, muitas vezes por meio de mensagens combativas nas redes sociais, sobretudo atacando pautas sociais e jornalistas.

Com informações de Dow Jones Newswires.

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