Duas vítimas do 11 de setembro são identificadas quase 20 anos após ataque às Torres Gêmeas

São as primeiras vítimas dos atentados identificadas desde outubro de 2019

World Trade Center
Legenda: Atentados de 11 de setembro contra as torres gêmeas mataram 2.753 pessoas em Nova York
Foto: Jim Watson/ US Navy

Duas novas vítimas dos ataques contra as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 foram identificadas por meio de testes de DNA, elevando o número de vítimas cuja identidade foi apurada para 1.647, segundo informou o gabinete da chefe de medicina forense da cidade de Nova York nesta terça-feira (7).

As últimas vítimas identificadas são Dorothy Morgan e um homem cujo nome está sendo mantido em sigilo por desejo expresso da família. Os avanços foram obtidos graças à análise de restos humanos recuperados no local dos atentados que mataram 2.753 pessoas em um dos episódios mais sombrios da história dos Estados Unidos.

A identificação de Morgan pôde ser confirmada com testes de DNA dos restos mortais recuperados em 2001, enquanto a do homem foi realizada com restos mortais recuperados em 2001, 2002 e 2006. Eles são as primeiras vítimas do World Trade Center a serem identificadas desde outubro de 2019.

Tecnologia de sequenciamento

A recente adoção da tecnologia de sequenciamento de última geração facilita novas identificações, de acordo com o Escritório Forense da Cidade de Nova York, pois oferece maior sensibilidade e velocidade do que as técnicas convencionais de DNA.

“Há 20 anos, prometemos às famílias das vítimas do World Trade Center que faríamos todo o possível pelo tempo necessário para identificar seus entes queridos, e com essas duas novas identificações continuamos cumprindo o sagrado compromisso”, declarou Bárbara. A. Sampson, chefe de medicina forense de Nova York.

“Não importa quanto tempo desde 11 de setembro de 2001, nunca esqueceremos e temos o compromisso de fazer uso de todas as ferramentas à nossa disposição para garantir que todos aqueles que se perderam possam se reunir com suas famílias”, acrescentou.

Até o momento, cerca de 1.106 vítimas do 11 de setembro, o equivalente a 40% das pessoas mortas nos ataques, permanecem não identificadas.

 

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