Empresária presa por agredir doméstica grávida é investigada por cinco crimes; saiba quais
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi transferida para o Maranhão, nesta quinta-feira (7).
A empresária suspeita de agredir uma empregada doméstica de 19 anos grávida, no Maranhão, é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na manhã de quinta-feira (7) em Teresina, no Piauí.
O delegado geral da Polícia Civil, Augusto Barros, informou ao g1 que apesar dos materiais já apresentados, como áudios atribuídos à suspeita, o caso segue sob investigação e outros elementos incluídos no inquérito devem ser analisados nos próximos dias.
"A gente está trabalhando com as investigações técnicas que estão sendo realizadas dentro da investigação criminal. A investigação está em curso, apesar da gente ter muitos dados que estão postos e apresentados à sociedade, ainda há outros que dependem de confirmação e que devem acontecer nos próximos dias", disse.
Após ser presa, Carolina foi transferida para São Luís, no Maranhão, onde desembarcou algemada de um helicóptero da Polícia Militar, na tarde desta quinta (7). A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que ela foi detida quando tentava fugir.
A Justiça do Maranhão havia decretado a prisão preventiva da suspeita a pedido da Polícia Civil. Na quarta-feira (6), equipes policiais foram à casa de Carolina Sthela para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não estava no local.
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Agressões
Conforme registrado em boletim de ocorrência, a vítima relatou que foi acusada de roubar joias da ex-patroa e, logo em seguida, agredida por ela com puxões de cabelo, socos e murros, além de ter sido derrubada no chão. Durante os ataques, a jovem, grávida de cinco meses, tentou proteger a barriga.
Após acusar a vítima de roubo, a empresária teria encontrado os objetos dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo depois de localizar a joia, a suspeita teria continuado as agressões. A vítima ainda foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse o ocorrido à polícia.
"Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam", relatou a jovem.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. A OAB classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.
Segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão, a investigação segue em andamento para "identificar todos os envolvidos e tomar as medidas cabíveis". O gestor afirmou ainda que a vítima está "recebendo toda a assistência necessária".
Empresária responde a mais de dez processos
Conforme a polícia, a empresária já responde a mais de dez processos. Em 2024, ela foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá de roubar uma pulseira de ouro. A pena de seis meses em regime aberto foi substituída por serviços comunitários, além de indenização de R$ 4 mil por danos morais.
Outra ex-babá da empresária, Sandila Souza, também move processo contra ela. Ela diz ter começado a trabalhar na casa da acusada aos 17 anos e que a indenização por danos morais ainda não foi paga.