Empresária suspeita de agredir e torturar doméstica grávida é presa no Piauí

Mulher foi capturada quando tentava fugir da Grande São Luís para Teresina.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Segundo a vítima, as gressões incluíram puxões de cabelo, socos e murros.
Foto: Reprodução/Redes sociais/TV Mirante.

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos no Maranhão, foi presa na manhã desta quinta-feira (7) em Teresina, no Piauí.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que a mulher foi presa quando tentava fugir.

Segundo a defesa de Carolina Sthela, a empresária está à disposição da Justiça e irá responder pelo caso. O mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça do Maranhão, foi cumprido em Teresina. As informações são do portal g1.

"Ela vai responder nos termos e vai cumprir as medidas judiciais que lhe foram impostas e a defesa segue atuando. Ela foi presa em Teresina e o mandado de prisão está sendo cumprido neste momento”, disse a advogada Nathaly Moraes.

Nesta quinta, a Justiça do Maranhão havia decretado a prisão preventiva da suspeita a pedido da Polícia Civil. Na quarta-feira (6), equipes policiais foram à casa de Carolina Sthela para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não estava no local.

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Agressões

Conforme registrado em boletim de ocorrência, a vítima relatou que foi acusada de roubar joias da ex-patroa e, logo em seguida, agredida por ela com puxões de cabelo, socos e murros, além de ter sido derrubada no chão. Durante os ataques, a jovem, grávida de cinco meses, tentou proteger a barriga.

Após acusar a vítima de roubo, a empresária teria encontrado os objetos dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo depois de localizar a joia, a suspeita teria continuado as agressões. A vítima ainda foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse o ocorrido à polícia.

"Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam", relatou a jovem.

O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. A OAB classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.

Segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão, a investigação segue em andamento para "identificar todos os envolvidos e tomar as medidas cabíveis". O gestão afirmou ainda que a vítima está "recebendo toda a assistência necessária".

Empresária responde a mais de dez processos 

Conforme a polícia, a empresária já responde a mais de dez processos. Em 2024, ela foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá de roubar uma pulseira de ouro. A pena de seis meses em regime aberto foi substituída por serviços comunitários, além de indenização de R$ 4 mil por danos morais.

Outra ex-babá da empresária, Sandila Souza, também move processo contra ela. Ela diz ter começado a trabalhar na casa da acusada aos 17 anos e que a indenização por danos morais ainda não foi paga.

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