Variações mais preocupantes da Covid-19 são encontradas em 37 países ou territórios das Américas

A mutação brasileira é a segunda mais disseminada, totalizando 21 territórios

Testes em laboratório
Legenda: Dentre as variantes, a mais difundida na região é conhecida como variante britânica, encontrada em 34 países e territórios americanos
Foto: Loic Venance / AFP

Uma ou mais das quatro variantes de Covid-19 que preocupam as autoridades sanitárias foram detectadas até agora em 37 países e territórios das Américas, revelou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), nesta sexta-feira (14).

Esse total inclui mutações identificadas pela primeira vez no Reino Unido, Brasil, África do Sul e Índia. Destas, a mais difundida na região é conhecida como variante britânica, que foi encontrada em 34 países e territórios americanos. 

Em seguida, é a brasileira, em 21 localidades. Depois, as variantes sul-africana e indiana, com abrangência em 17 e 8 territórios, respectivamente.

Onde a situação é mais preocupante 

Os cinco países onde as quatro variantes preocupantes foram identificadas são Argentina, Canadá, Estados Unidos, México e Panamá. A este grupo se soma a ilha de Aruba, território holandês no Caribe.

Durante um seminário com jornalistas, Jairo Méndez Rico, assessor da Opas para doenças virais emergentes, disse que as mutações são naturais no processo de evolução e adaptação dos vírus.

No entanto, quando apresentam um potencial impacto ou risco à saúde pública, são consideradas Variantes de Preocupação (VOC, na sigla em inglês).

Como agem as Variantes de Preocupação (VOC)

As VOCs estão associadas ao aumento da transmissibilidade do vírus, bem como ao aumento da virulência e/ou redução da eficácia das medidas de prevenção, tratamentos e vacinas.

Méndez Rico esclareceu que a maior capacidade de replicação dessas variantes não implica necessariamente em maior agressividade e destacou que até o momento não há evidências de que as vacinas disponíveis atualmente não sejam eficazes contra elas.

Ele ressaltou, porém, que quanto maior a circulação de vírus entre as populações, mais provável será a ocorrência de novas mutações que dificultem o controle da pandemia.

Monitoramento 

A Opas realiza uma vigilância genômica para rastrear variantes. Atualmente, 22 países participam dessa rede de inteligência.

Seis laboratórios regionais de referência colaboram no sequenciamento: a brasileira Fiocruz, o Instituto de Saúde Pública do Chile, o InDRE do México, o Instituto Gorgas do Panamá, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e a Universidade das Índias Ocidentais em Trinidade e Tobago.

Os membros da Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), representam 35 países do continente americano e 16 territórios da região associados ou dependentes dos Estados Unidos, França, Holanda e Reino Unido.