Suspeito de estuprar criança de onze anos é preso em Aurora, no interior do Ceará

O caso só foi denunciado porque a vítima relatou os abusos a um grupo de amigas, após suspeitar que estava grávida. Devido aos abusos, a criança tentou suicídio mais de uma vez, de acordo com o delegado do município

Um suspeito de 38 anos foi preso nesta quinta-feira (5), no município de Aurora, na região do Cariri, por cometer o crime de estupro de vulnerável contra uma menina de onze anos. A vítima é sobrinha da esposa do homem preso, segundo o delegado do município, Paulo Hernesto Pereira Tavares. Ele foi localizado no bairro Araçá.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a prisão foi feita em cumprimento a um mandado de prisão temporária.

O abuso sexual acontecia há, pelo menos, oito meses, e era cometido dentro da casa onde a vítima mora com a família. Por medo do suspeito, a criança de onze anos relutava em revelar o que vinha sofrendo. O delegado declarou que ela era ameaçada pelo suspeito, além de também sofrer pressão psicológica dele e de familiares para que o caso não fosse denunciado.

De acordo com o delegado Paulo Hernesto, o homem ameaçava à vítima que, caso fosse denunciado à polícia, ele seria preso e os filhos dele iam crescer sozinhos. 

Ainda de acordo com o delegado, a  vítima, cansada dos abusos sexuais e abalada psicologicamente, tentou cometer suicídio mais de uma vez. Devido à pressão, ela decidiu contar sobre o estupro para um grupo de amigas, porque suspeitou que estivesse grávida.

O delegado de Aurora tomou conhecimento sobre o caso, e executou diligências iniciais para elucidar o crime. Paulo Hernesto percebeu que a vítima e as testemunhas se sentiam ameaçadas, e decidiu pela prisão temporária do suspeito.

A ordem de prisão foi acatada pelo Ministério Público de Aurora, e a prisão foi decretada pelo juiz João Pimentel Brito, ainda na tarde desta quinta-feira. Policiais civis de Aurora foram a campo e efetuaram a prisão do suspeito, que agora está à disposição da Justiça — preso na cadeia pública de Juazeiro do Norte, também no Cariri. 

A prisão temporária tem prazo inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais trinta dias, para que o inquérito policial seja concluído. Ao final o magistrado pode converter essa prisão em prisão preventiva, onde o suspeito vai aguardar o julgamento preso.

 

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