O homem por trás do protagonismo do agro cearense
Natural de Quixadá, Amilcar Silveira tira o agro da coadjuvância e redimensiona visão da sociedade sobre o setor.
Quem passa pelo Centro de Eventos nestes dias 25, 26 e 27 de junho, impressiona-se com a magnitude do que vê. No PEC Brasil, que toma todos os espaços do complexo, fica evidente o poderio e o alcance do agronegócio cearense. Por trás dessa grandiosidade, há um nome que apostou no protagonismo do setor.
De Quixadá, no Sertão Central, Amilcar Silveira, um produtor de caprinos e ovinos, está redimensionando o agronegócio no Ceará. Em 2022, ele assumiu o comando da Faec, principal entidade representante do setor no Estado.
Até então, embora o agro do Ceará já demonstrasse potencial, com relevantes produtores locais e grandes empresários nacionalmente reconhecidos, a atuação institucional do setor era tímida.
Brigador e sincerão
De gênio forte e desprovido de papas na língua, Amilcar rapidamente conseguiu robustecer o peso do setor ante a sociedade e os agentes públicos, e hoje é o organizador do maior evento corporativo do Ceará, o PEC Brasil, antes chamado de PEC Nordeste, gigantesca feira da agropecuária.
O empresário se tornou a voz ativa em defesa do setor, sobretudo dos pequenos produtores de diversas partes do Ceará. Já comprou briga com Enel, Cagece e outros entes, mas também estabeleceu alianças com a Fiec e entidades do setor produtivo, dando visibilidade às demandas, dores e façanhas de quem produz alimentos.
Esse perfil brigador e articulador chamou atenção do comando nacional do agro. Amilcar hoje compõe a diretoria da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), evidenciando a maior relevância da agropecuária cearense no cenário nacional.
Nos bastidores, há quem sugira que Amilcar possua ambições políticas (seu irmão, Ricardo Silveira, é prefeito de Quixadá), o que ele nega com veemência. Permanecerá à frente da Faec pelo menos até o fim de 2029.
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Motor do PIB
Nos últimos anos, o agronegócio foi a principal frente de crescimento do PIB cearense, perfazendo expansões expressivas.
Em 2024, por exemplo, o setor cresceu 25,1%. Evidentemente, tais resultados devem ser creditados a uma série de fatores, mas parte da boa ambiência se deve ao comando resolutivo do agro, assim como ocorre na indústria cearense com Ricardo Cavalcante.
O desafio agora é criar novas verticais de crescimento, com culturas como café, batata-doce, pimenta-do-reino, gengibre e frutas, além do fortalecimento da cadeia do algodão. A ampliação de perímetros irrigados também é fundamental.
PEC Brasil
Para além do crescimento da receita e de conquistas institucionais, o PEC Brasil é outra joia do agro cearense.
O evento cresce anualmente, atraindo visitantes de todo o País e colocando o Ceará no mapa das grandes feiras do agro. Em 2026, a maior feira indoor do setor contempla 600 empresas e instituições, mais de 1.300 estandes, ocupando uma área de mais de 32 mil m² — todos os pavilhões do Centro de Eventos, mais espaços extras nas docas e no estacionamento externo.
São esperados 100 mil visitantes no total e R$ 150 milhões em geração de novos negócios em três dias. Além de produtores, o mega evento atrai famílias e aproxima o setor da população.