Carlos Prado ensina em livro como cair e erguer-se na vida empresarial
Será lançado amanhã, sexta-feira, às 10 horas, na PecBrasil, no Centro de Eventos, o livro que conta a história do rei do melão
Um livro que transformou a vida de quem o elaborou e, certamente, cambiará, também, a dos que o lerem – eis, em síntese, o conteúdo das quase 500 páginas, várias das quais muito bem ilustradas, que contam a heroica vida do empresário Carlos Prado, um cearense por Lei e um paulista que, há 53 anos, descobriu as virtudes do clima e do solo do Ceará e para aqui se transportou de mala e cuia, mas trazendo a família, desde sua cidade natal Marília, no interior de São Paulo.
“Histórias como a de Carlos Prado não pertencem apenas a quem as viveu. Pertencem a todos aqueles que, ao conhecê-las, passam a levá-las consigo. E é assim que elas permanecem. Não no papel. Mas na vida que continua sendo escrita depois deste livro”, escreve o autor Francílio Dourado no posfácio do livro, uma ideia nascida da mente do presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Ricardo Cavalcante, e imediatamente apropriada pela do presidente da Federação da Agricultura (Faec), Amílcar Silveira. Afinal, o biografado é um dos mais admirados e respeitados líderes da indústria e do agro cearenses.
Este colunista tentou de várias maneiras obter um exemplar do livro para poder produzir uma crítica sobre o que nele está escrito. Todas as tentativas foram debalde. Nem os filhos, que prestaram longos depoimentos a respeito do pai, nem este e nem o autor adiantaram qualquer pormenor do que a obra contém.
Mas a privilegiada memória octogenária do editor desta coluna pode falar sobre Carlos Prado, o empresário industrial, o chefe de família, o bom patrão de mais de 4 mil colaboradores, o ousado empreendedor que enfrentou tempos distintos em sua carreira – o da ascensão, o da queda e o de renascimento – até chegar aonde está hoje, recolhendo os frutos das sementes que cultivou.
Deve estar no livro um fato interessante da vida de Carlos Prado, registrado logo que chegou a Fortaleza com a ideia de implantar a Ceará Máquinas Agrícolas (Cemag), seu primeiro projeto industrial. Ele procurou pessoalmente o saudoso empresário Edson Queiroz, dono de um imóvel adequado às suas pretensões no lado Oeste desta capital. Acertaram os valores do aluguel, que exigia um avalista. Alegando que estava havia pouco tempo em Fortaleza, sem conhecer praticamente ninguém que o socorresse com o aval exigido, Prado foi surpreendido por Edson Queiroz, que lhe disse: “Fui com sua cara. Não precisa de avalista.”
Incentivado pelo atestado de honestidade exarado pelo seu mais novo velho amigo, Carlos Prado deu partida à Cemag, que ia muito bem. Algum tempo depois, os sucessivos e fracassados planos econômicos de equivocados governos criaram, para o empresariado brasileiro, as dificuldades que o levaram com sua empresa a uma situação dificílima, superada pela fé em Deus e pela resiliência, competência e credibilidade de Prado junto ao mercado.
Ultrapassada essa fase de queda, veio a ascensão: a Cemag retomou a atividade. Em seguida, Carlos Prado e seus filhos descobriram na fruticultura um veio de bons negócios, e nele investiram. Com a novíssima Itaueira Agropecuária, compraram terras no Piauí, no Ceará e na Bahia e nelas passaram a produzir melões e melancias com marca Rei, que hoje é a líder do mercado interno e avançando no externo, onde tem clientes na Europa, nos EUA, no Canadá e no Oriente Médio.
Hoje, a Itaueira, além de melões e melancias, produz também mel de abelha, pimentões coloridos, sucos de fruta, uva sem caroço e camarão gigante, tudo com a mesma marca Rei. Mas o que acima está escrito refere-se à vida empresarial de Prado. Mas há outra, ainda mais bonita e cheia de boas emoções: a vida familiar.
Este colunista já teve a chance de participar de três reuniões dominicais da família de Carlos Prado, no seu apartamento. É um ritual interessante que revela o maravilhoso, aconchegante e alegre convívio de filhos, genros, noras e netos com os pais e avós. Todos chegam praticamente à mesma hora, às 11, e se juntam na ampla sala de estar, onde trocam conversas sobre tudo, da política à economia, da vida escolar das crianças e adolescentes à última viagem de Tom Prado, o CEO da Itaueira, que passa quatro dias visitando as fazendas de produção da empresa. O almoço é um combo de bons pratos, incluindo a feijoada, e para o qual dona Rosarita, a matriarca, aceita dos filhos as mais variadas contribuições. Todos na casa concordam com o refrão que diz: “A base de tudo está na família.”
Ricardo Cavalcante, presidente da Fiec, costuma dizer que Carlos Prado “é aquele amigo que todos desejamos ter sempre por perto”. Amílcar Silveira, presidente da Faec, confessa: “Carlos Prado é o modelo pronto e acabado do homem justo, ou seja, ajustado aos planos de Deus.” Por sua vez, Beto Studart afirma que “conviver com Carlos Prado é aprender continuamente”. Jorge Parente tem opinião semelhante sobre Carlos Prado: “Ele é uma referência para todos nós pelos bons exemplos que segue nos transmitindo.” Para Fernando Cirino, a vida de Carlos de Carlos Prado “é o roteiro perfeito de um filme em que o protagonista sofre muito, mas alcança a vitória no final, e é aplaudido pelo auditório”.
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