O sentimento Brasil que o cinema nos provoca
É tempo de festa nas ruas e no cinema e nós seguimos fazendo história
O Brasil é mesmo uma coisa difícil de explicar. Imagino que o mundo não consiga abarcar a dimensão do que é ser brasileiro e como alguns signos impactam as nossas vidas. Vai além do futebol, das novelas, da feijoada, do samba ou do cachorro caramelo; o Brasil é maior, é um sentimento.
Só isso explica a emoção de ver o nosso filme "O Agente Secreto" brilhando internacionalmente e torcer por ele como se fosse Copa do Mundo. Melhor ainda é vibrar com cada gol por dois anos consecutivos. Só o cinema brasileiro pra tamanha façanha.
É esse sentimento BR que explica o elenco de um filme levando um santinho de Fernanda Torres no bolso para o Globo de Ouro. Aliás, só a gente pra entender o poder de um santinho, um amuleto assim, frágil, mas cheio de fé (e de sorte, porque Fernanda é pé quente).
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O que nos leva a acreditar na nossa arte, na nossa cultura e fazer filmes com a nossa cara e com a nossa história, inclusive aquelas que tentam apagar com violência, só pode ser o sentimento Brasil. E aí vem prêmio e reconhecimento mundial aos artistas e às memórias de um país que não sucumbe.
Por falar em não sucumbir, quanta coragem existe em um diretor que, em uma das maiores premiações do cinema, faz questão de lembrar ao mundo o autoritarismo e a irresponsabilidade do presidente que sucateou a cultura brasileira e agora está preso. Quanta beleza há em um discurso que, em português, celebra a cultura brasileira? É o tal sentimento BR, sem dúvidas.
Agora parece que o ano finalmente começou e 2026 já chegou assim, tinindo trincando. É tempo de festa nas ruas e no cinema e nós seguimos fazendo história, reinventando a vida e celebrando a magia de ser brasileiro.
Viva Kleber Mendonça Filho!
Viva Wagner Moura!
Viva o cinema e o sentimento Brasil!
*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor