Sefaz-CE quer empossar auditores até fevereiro de 2022, garante Pacobahyba

Secretária da Fazenda também detalhou projeções para o orçamento e para arrecadação do Estado no próximo ano

Secretária da Fazenda do Estado, Fernanda Pacobahyba
Legenda: "Assim como 2021, nós planejamentos o orçamento para superar a inflação, porque o Estado é um grande consumidor", disse Pacobahyba
Foto: Thiago Gadelha

Os aprovados no último concurso para auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado poderão ser empossados até a metade do próximo mês de fevereiro. Essa, pelo menos, é a meta trabalhada pela titular da Sefaz, Fernanda Pacobahyba, revelada em entrevista exclusiva a esta coluna. 

Veja a lista de aprovados.

Segundo a secretária da Fazenda do Ceará, a previsão é convocar todos os 69 aprovados para ocupação imediata ainda em janeiro do próximo ano, mas esse período poderá se alongar até o início de fevereiro, considerando os últimos cálculos da Sefaz relacionados à contratação. 

Como algumas categorias do Estado receberam aumento salarial, a Sefaz ainda está fazendo os cálculos de impacto no orçamento referente às futuras contratações, como o do último concurso de auditores. O certame dispunha de 94 vagas, sendo 69 para ocupação imediata, enquanto as outras seriam para cadastro de reserva. 

"A previsão da Sefaz é dar posse às pessoas que já passaram "dentro das vagas" em janeiro, no mais tardar no início de fevereiro, porque temos uma necessidade muito grande. Mas precisamos ver o tamanho disso no orçamento porque tivemos algumas categorias que tiveram aumento e a gente precisa fazer esse cálculo", disse Fernanda.

Impactos da inflação 

A titular da Sefaz também falou das previsões relacionadas à arrecadação do próximo ano e quanto o Governo do Estado poderá ser impactado pela inflação no País. Vivendo um cenário de recessão técnica, o Brasil deverá passar por dificuldades econômicas relacionadas ao crescimento, trazendo impactos diretos para as contas do Ceará. 

Pacobahyba, no entanto, afirmou que a Sefaz não possui ainda uma previsão do impacto da inflação na arrecadação e no orçamento do Estado em 2022, mas garantiu que o Governo está trabalhando para superar a questão e garantir a continuidade dos serviços públicos no próximo ano.  

"A gente pode até falar assim, 'teremos um incremento na arrecadação de 15%', mas, infelizmente, eu reitero, porque temos uma inflação alta no Brasil, isso abocanha os valores. Ela é péssima para as pessoas mais pobres, mas é muito ruim para os governos. O Ceará tem se destacado muito no cenário nacional, mas o ano de 2022 nos traz preocupações", explicou.

"Assim como 2021, nós planejamentos o orçamento para superar a inflação, porque o Estado é um grande consumidor, mas vamos trabalhar por novas arrecadações e para melhorar o monitoramento fiscal, incrementando as parcelas para tornar nosso resultado positivo", completou. 

Impostos estaduais

Entre as preocupações da Sefaz estão o impacto da instabilidade econômica na potência de consumo da população e a capacidade de arcar os pagamentos dos tributos durante o próximo ano. 

"A arrecadação do IPVA está na ordem de R$ 1,4 bilhão, mas precisamos ver a confiabilidade, as pessoas vão ter potência de consumo ou vão pagar as contas em dia? Até porque não temos um cenário nacional favorável para o crescimento no País", afirmou. 

Continuidade

No entanto, Fernanda ressaltou a importância do trabalho de continuidade realizado no Governo do Estado, descartando que todo o planejamento orçamentário já está sendo finalizado para garantir a operação dos serviços públicos. 

A continuidade seria garantida até pelo licenciamento do governador Camilo Santana, que deverá deixar o cargo para disputar as eleições para o Senado em 2022, segundo informações sobre articulações políticas. 

"O Ceará tem um segredo que está relacionado à continuidade. As questões políticas do afastamento do governador (Camilo Santana) logicamente estão sendo tratadas por ele e pelos partidos, mas a continuidade do Estado está discutida até pela Lei Orçamentária contemplando investimentos, manutenção das políticas, saúde, segurança, educação", afirmou Fernanda.