Retorno às aulas presenciais volta a ser dúvida após alta de casos de Covid-19 no Ceará

Em reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 nesta quarta (5), Estado deverá endurecer regras do decreto inclusive para festividades com aglomerações

Um ponto mais delicado a ser deliberado pelo comitê - que poderá ainda não ser nesta semana - será a volta às aulas presenciais para crianças e adolescentes
Legenda: Um ponto mais delicado a ser deliberado pelo comitê - que poderá ainda não ser nesta semana - será a volta às aulas presenciais para crianças e adolescentes
Foto: Thiago Gadelha

Há duas questões que preocupam mais as autoridades de Saúde do Ceará diante da possível terceira onda da Covid-19 no Estado, somada à alta demanda por síndromes gripais na rede pública e privada: os eventos festivos como o pré-carnaval e, principalmente, o retorno às aulas presenciais nas escolas no início de 2022. 

O Ceará registra uma explosão de casos de Covid e gripe desde a segunda quinzena de dezembro. A situação preocupa muito, embora os casos não tenham significado, ainda, um crescimento do número de mortes. A preocupação atual é em relação à disponibilidade de atendimento médico nas unidades. 

Há informações na Secretaria de Saúde de que há estados que tanto na rede pública como na rede privada o atendimento individual tem demorado até 5 horas, o que gera caos nas unidades.

Em postagens nas redes sociais nesta terça-feira (4), o governador Camilo Santana demonstrou preocupação com a situação atual e sinalizou, ao antecipar a reunião do comitê de enfrentamento à pandemia para esta quarta-feira (5), que deverá endurecer as regras do novo decreto. 

Um dos alvos será os eventos festivos que causem aglomerações. Camilo, na postagem, já sinalizou neste sentido. Entretanto, esta coluna apurou que um ponto mais delicado a ser deliberado pelo comitê - que poderá ainda não ser nesta semana - será a volta às aulas presenciais para crianças e adolescentes.

A velocidade de contaminação da variante ômicron exige cautela na volta de crianças que ainda não estão vacinadas às salas de aula. Nos Estados Unidos, há um crescimento acelerado dos casos em crianças. Os registros geraram alerta após comunicado do maior hospital pediátrico do País, no Texas, relatar a alta procura por internação de crianças. 

Trata-se de uma decisão difícil, porém necessária, a ser tomada pelo comitê da Covid-19 no Ceará.