Derrota para o Corinthians deixa evidente o peso dos desfalques no Fortaleza

Em 2ª derrota seguida sofrida na Série A, time comandado por Juan Pablo Vojvoda novamente sentiu bastante o peso das ausências de jogadores importantes

Jogadores de Fortaleza e Corinthians disputam bola
Legenda: Jogadores de Fortaleza e Corinthians disputam bola
Foto: Felipe Cruz / Fortaleza EC

A derrota do Fortaleza por 1 a 0 para o Corinthians não pode, de forma alguma, ser classificada como injusta. O time paulista foi bem melhor no 2º tempo, pressionou, colocou bola na trave e, de tanto insistir, acabou premiado aos 42 minutos do 2º tempo. O gol no fim é doloroso, mas além do resultado, a atuação mostra: mais uma vez o Tricolor sente bastante o peso dos desfalques.

O primeiro tempo foi até equilibrado. Mesmo sem contar com Titi, Matheus Jussa, Éderson, Lucas Crispim e Yago Pikachu, nada menos que cinco jogadores importantíssimos, sendo quatro deles titulares absolutos, Vojvoda montou estratégia que fez jogo parelho com o Timão mesmo fora de casa.

O problema é, já com desfalques tão relevantes, perder ainda outro jogador importante, como o atacante David, ainda no primeiro tempo. Era ele a principal válvula de escape da equipe naquele momento do jogo.

No segundo tempo, o Fortaleza foi atropelado pelo Corinthians, que controlou a posse de bola (64% x 36%) e finalizou muito mais (10 x 4).

Legenda: Fortaleza não fez bom jogo contra o Corinthians
Foto: Felipe Cruz / Fortaleza EC

O gol de Cantillo veio aos 42 minutos, mas parecia ser questão de tempo, tamanha era a pressão e insistência.

Marcelo Boeck foi um dos melhores em campo, com defesas importantíssimas, e até a trave salvou, no chute de Renato Augusto. 

O Tricolor não conseguia passar do meio de campo. Lucas Lima foi mal no jogo e não conseguia fazer a conexão com o ataque. Robson e Romarinho foram pouco acionados e, quando foram, estiveram praticamente isolados. Igor Torres e Ángelo Henríquez, quando entraram, não mudaram em nada o cenário.

O elenco do Fortaleza é curto. As opções são reduzidas e, quando se perde tanto em quantidade e, principalmente, qualidade, não tem como a reposição ser à altura.

Principalmente nas duas alas. O Fortaleza perdeu muito poder de fogo, criatividade, articulação e ofensividade sem Crispim e Pikachu. O desafio de Vojvoda é encontrar soluções para que o time não perca o fôlego na reta final da Série A enquanto eles não retornarem.

O Fortaleza sente muito o peso dos desfalques. A boa notícia é que Titi, Matheus Jussa e Éderson retornam já na próxima rodada, contra o São Paulo.

Aos leoninos, resta torcer para que o bom futebol também seja retomado.