'Peso gigantesco', lamenta Rogério Ceni após eliminação do Flamengo na Libertadores

Foi a segunda eliminação de Rogério Ceni em seis jogos à frente do Flamengo

Legenda: "Não há como mensurar o tamanho, o prejuízo financeiro, de confiança, o que pode afetar para o dia a dia", declarou o treinador
Foto: Kid Júnior

A derrota do Flamengo nos pênaltis por 5 a 3 para o Racing no Maracanã, que eliminou o time rubro-negro da Copa Libertadores, foi uma decepção para o técnico Rogério Ceni. O jogo terminou empatado em 1 a 1 no tempo normal.

“O peso é gigantesco. A Libertadores tem o maior significado dos campeonatos que nós jogamos na América do Sul. Não há como mensurar o tamanho, o prejuízo financeiro, de confiança, o que pode afetar para o dia a dia. O que temos que fazer é continuar trabalhando firme, fazer com que a equipe produza mais para conquistar o último título, que é o Brasileiro”, afirmou Ceni.

O jogo válido pelas oitavas de final iniciou com empate de 1 a 1, mesmo placar em Avellaneda, na Argentina, no jogo da semana passada. Na partida de volta, o Flamengo perdeu várias oportunidades de balançar a rede principalmente com Vitinho e se complicou no decorrer da partida.

Segunda eliminação

Foi a segunda eliminação de Rogério Ceni em seis jogos à frente do Flamengo. Ele já havia caído com o time diante do São Paulo, na Copa do Brasil, e agora terá de se concentrar na luta pelo título do Campeonato Brasileiro.

O técnico chegou a ser criticado pela torcida pelas escolhas durante o jogo, como as saídas de Arrascaeta e Everton Ribeiro e a entrada de Pedro apenas no segundo tempo.

“Era um jogo que, por mais qualidade que eles (Arrascaeta e Everton) tenham, se faz necessária a velocidade pelos lados. Reforçamos o meio, abrimos Vitinho pela direita e Bruno Henrique pela esquerda, arriscando um pouco mais para manter a pressão”, explicou.

Rogério também falou sobre a pressão após a derrota. “Sei da minha dedicação nos meus últimos 21 dias. Trabalhei de 12 a 14 horas por dia, tentando pensar e realizar treinos para que esse time melhore cada vez mais sua intensidade. Só tenho coisas boas para falar dos atletas. É uma oportunidade fantástica na vida, infelizmente a Libertadores fica para trás”, disse.

Títulos recentes

Campeão nacional e sul-americano no ano passado, o clube da Gávea ainda não conseguiu se encontrar desde a saída do técnico português Jorge Jesus, que foi trabalhar no Benfica. O catalão Domènec Torrent o substituiu e acabou sendo demitido, substituído por Ceni, que estava no Fortaleza. 

No Brasileiro, o Flamengo ainda tem chances de defender seu título. Com 39 pontos, está na terceira colocação, três pontos atrás do líder Atlético-MG. 

Na Libertadores, não dá mais. E muito por causa das múltiplas oportunidades desperdiçadas. 

Jogo e gols desperdiçados

Na partida de volta, o time rubro-negro perdeu várias oportunidades de balançar a rede e acabou se complicando no segundo tempo.

Rodrigo Caio cometeu sua segunda falta dura e foi expulso. Na cobrança, aos 20 minutos da etapa final, Gustavo Henrique cortou mal, e Sigali aproveitou. A formação carioca ainda tentou a sorte com um a menos e chegou ao empate com Willian Arão, nos acréscimos.

No desempate, porém, os argentinos foram mais eficientes, convertendo todas as suas batidas de pênalti. Herói minutos antes, Arão errou sua finalização, parando em defesa de Arias, e o Racing levou a melhor no Rio de Janeiro 

Mesmo sem Gabriel Barbosa, machucado, e Pedro à disposição apenas para a parte final do jogo, o time logo de cara criou duas chances em bolas jogadas na área do adversário. Em uma delas, Bruno Henrique ficou com sobra na frente do gol e errou o chute.

O Racing, ainda que precisasse de um gol, não pressionava. E se atrapalhava quando era apertado na saída de bola. Foi roubando a bola no campo de ataque que Vitinho criou uma de suas oportunidades, parando no goleiro Arias.

Houve ainda outras duas ocasiões claras de gol no primeiro tempo. Em jogada bem trabalhada por Bruno Henrique e Arrascaeta, Everton Ribeiro preferiu o passe à finalização na pequena área e errou. Depois, em contra-ataque, Vitinho recebeu de Arrascaeta na cara de Arias e bateu para fora. O ritmo não se alterou na etapa final, mesmo com a presença do jovem meia Alcaraz no time do Racing. 

O jogo parecia sob controle para o Flamengo, que ainda teve nova chance com Vitinho, quando Rodrigo Caio cometeu sua segunda falta dura e recebeu o cartão vermelho.

Ceni imediatamente sacou Arrascaeta e tentou recompor o sistema defensivo com o volante João Gomes. O problema foi que na própria cobrança da falta que gerou a expulsão, aos 20 minutos, Sigali balançou a rede, aproveitando a falha de Gustavo Henrique.

O treinador, então, resolveu acionar Pedro, que, voltando de lesão na coxa, só estava liberado para atuar por alguns minutos. Sacou Everton Ribeiro, perdendo seu maior criador, e passou a contar com bolas alçadas na área.  Depois, entrou Diego.

A estratégia quase deu certo em duas ocasiões, paradas em boas defesas de Arias, e finalmente funcionou nos acréscimos. Diego bateu escanteio da esquerda, Willian Arão subiu bem e levou a decisão para os pênaltis.

Penalidades

No desempate, o próprio Arão falhou em sua batida, parando em Aras. O campeão de 2019, assim, perdeu a chance de defender o título no Maracanã, que será a sede da decisão de 2020 -marcada para janeiro de 2021.

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