Em seu 6º jogo pelo Vovô, Guto Ferreira acha formação equilibrada

Com um time mais forte fisicamente e marcador, treinador acha uma formação mais equilibrada, com peças-chave que podem ser consideradas surpresas, como Fabinho, Fernando Sobral e Cléber

Legenda: O atacante Rick é uma das opções do técnico Guto Ferreira para montar uma formação mais encaixada na Copa do Nordeste
Foto: FELIPE SANTOS/CEARASC.COM

O início de trabalho de um treinador nunca é fácil, nem quando tem um elenco estelar disponível, já que precisa conhecer os jogadores trabalhando com ele e ainda implementar sua filosofia de trabalho. Às vezes, o técnico demora para achar a melhor formação, por ser comum as trocas ao longo dos jogos em busca dela. E no Ceará, o técnico Guto Ferreira, em seu 6º jogo, encontrou um esboço de time mais equilibrado, que agradou mais pela postura tática, superando o Fortaleza de Rogério Ceni, por 1 a 0, na última terça-feira, garantindo vaga na final da Copa do Nordeste.

Ele mantém uma espinha dorsal do trabalho de Enderson Moreira, com jogadores que são titulares absolutos, como a linha de defesa (Fernando Prass, Samuel Xavier, Luiz Otávio, Tiago Pagnussat e Bruno Pacheco), além do volante Charles e do meia armador Vinícius, no meio-campo. Mas, a rigor, Guto mexeu em quatro posições que determinaram achar a atual equipe: o volante Fabinho no lugar de Ricardinho, os dois pontas Fernando Sobral e Rick nos lugares de Felipe Silva - lesionado - e Leandro Carvalho, e o centroavante Cléber no lugar de Sóbis.

Exceto Cléber, que não jogou com Enderson, Fernando Sobral e Fabinho já atuaram até juntos com o antigo treinador, mas quando Charles estava suspenso.

Guto explicou o porquê de fortalecer o meio-campo e elogiou Fernando Sobral. "Nós tomamos conta da partida no aspecto defensivo. Nós bloqueamos justamente os setores que eles gostam de jogar. Eu tenho elogiado o Fernando (Sobral) desde que eu o coloquei no time. Ele tem um trabalho tático muito importante. Um jogador que ocupa muito espaço, o que facilita para os outros da equipe jogarem. Ele e Charles são jogadores que não jogam para eles, mas principalmente para a equipe. É muita entrega. Aos 45 do 2º tempo ele continuava dando pique de ponta a ponta no campo", descreveu o técnico.

Contra o Fortaleza, Fernando Sobral foi praticamente um 3º volante, com Charles e Fabinho formando a trinca. A saída de Ricardinho também é movida pela característica, deixando o meio-campo mais forte fisicamente e com maior poder de marcação.

A trinca de volantes foi possibilitada pela lesão do meia Felipe Silva, que jogava ao lado de Vinícius na armação. Centralizado, Vina também subiu de produção.

Referência

Cléber de centroavante deu opção tática de pivô, como típico Camisa 9, função que Sóbis tem dificuldade de fazer, apesar de sua qualidade técnica. Guto explicou que a escolha foi pelo tipo de jogo do adversário.

"Sabíamos o que iríamos encontrar. O tipo de marcação e postura do adversário. E a gente precisava de um jogador alto, de retenção de bola na frente. E o Sóbis é um jogador mais de mobilidade. O Cléber fica em cima dos zagueiros, dificultando, quebrando linha, segurando bola e criando situações específicas. Então, a troca foi pelo adversário. Ele pode não ter feito gols, mas fez um trabalho muito importante", disse Guto Ferreira.

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