Clássico-Rei da Copa do Brasil tem peso direto no orçamento anual de Ceará e Fortaleza; veja valores

Partida é importantíssima para os dois clubes por diversos aspectos, mas a questão financeira é uma das mais relevantes, já que classificação ou eliminação impacta diretamente no orçamento dos dois clubes

Pedro Naressi e David dividem bola
Legenda: Pedro Naressi e David foram titulares no último Clássico-Rei, que terminou empatado em 1 a 1
Foto: Fabiane de Paula/SVM

O Clássico-Rei desta quinta-feira (10), pela 3ª fase da Copa do Brasil, tem uma enorme importância para Ceará e Fortaleza. Há vários aspectos em jogo. Mais que uma importante página na história desta rivalidade centenária, o duelo possui também um grande peso no orçamento anual dos clubes.

Quem passar de fase já assegura, de cara, R$ 2,7 milhões de cotas de participação nas oitavas de final. Além disso, terá a possibilidade de disputar vaga nas quartas de final, o que representará mais R$ 3,45 milhões para o clube que chegar nesta etapa da disputa.

É inegável, portanto, o peso que a competição tem nos cofres dos clubes e, consequentemente, na projeção de orçamento estipulada para todo o ano de 2021.

Impacto nos orçamentos

Atletas de Ceará e Fortaleza disputam bola na Arena Castelão
Legenda: O Clássico-Rei é o principal jogo do futebol cearense
Foto: Fabiane de Paula

Na última temporada, o Ceará avançou até as quartas de final da Copa do Brasil e recebeu um total de R$ 11,3 milhões em cotas pela participação na competição. O valor correspondeu a 11,6% do orçamento total do clube na temporada, já que o total de receitas foi de R$ 97,3 milhões.

Em 2021, o Fortaleza, que já vem participando do torneio desde a primeira rodada, faturou R$ 3,76 milhões até aqui e chegará ao total de R$ 6,46 milhões se passar pelo Ceará. Caso consiga a classificação, o Tricolor já terá assegurado, somente na Copa do Brasil, o equivalente a 7% de toda a projeção orçamentária para o ano.

Em tempos de pandemia

Foto interna da Arena Castelão, palco do confronto entre Ceará e Bolívar
Legenda: Castelão não tem recebido público por conta da pandemia, o que representa prejuízo aos clubes
Foto: Thiago Gadelha

O aspecto financeiro, que já seria extremamente relevante em qualquer cenário, fica ainda mais importante em tempos de pandemia. Sem a presença de público nos estádios, não há arrecadação com bilheteria, o programa de sócio-torcedor passa por turbulências e é preciso apostar em outras fontes de renda.

A Copa do Brasil é vista como uma grande possibilidade de exposição de marca, visibilidade, ampliaçaõ de calendário e conquista de bons resultados esportivos. Mas, além disso, é a grande oportunidade que clubes como Ceará e Fortaleza possuem para compensar alguns prejuízos decorrentes da pandemia.

Certo é que somente um lado sairá feliz na quinta-feira. E isso terá um impacto muito positivo nos cofres do vencedor. Por outro lado, o perdedor precisará se reinventar ainda mais para compensar esta lacuna financeira.

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