Cachorro caramelo ‘invade’ show de drag e 'performa' com ela no Centro de Fortaleza
Vídeo mostra momento em que animal “participa” de performance da drag cearense Wanderleya D’Pantera Sim.
Um show de drag queens em um bar do Centro de Fortaleza foi palco de um encontro inusitado no último domingo (10). Na ocasião, um cachorro caramelo “invadiu” a performance da drag cearense Wanderleya D’Pantera Sim e brincou com a artista durante a apresentação.
Um vídeo do momento, que aconteceu no Bamb’s Bar & Restaurante, na avenida Duque de Caxias, foi postado pela produtora cultural e empresária Lena Oxa no Instagram. O momento conquistou o público pela sintonia entre a drag e o pet, além do respeito dela pelo cachorrinho.
O caramelo acompanhou a apresentação inteira de Wanderleya e interagiu com a artista enquanto ela dublava e fazia performance de bate-cabelo. “Foi sensacional a participação do Dogqueen”, brincou um seguidor. “O doguinho sentiu a energia boa e quis fazer parte do show”, afirmou outro.
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Cachorro é “conhecido” da drag cearense
Ao Diário do Nordeste, Wanderleya celebrou a “parceria”. Segundo ela, o tutor do cachorro mora próximo ao bar, e o animal costuma frequentar o espaço e ser bem tratado pelo público.
“Eu já conheço o cachorro, ele vive no Centro. Sempre quando ele está por lá, o pessoal compra churrasco pra ele, dá. Mas jamais imaginaria que ele viria fazer um show comigo. Foi tudo! Eu amei”, compartilhou.
“Ele é sempre aquela figurinha. Brincalhão, quer sempre brincar e que se dê atenção a ele. Já conheço ele de outras noitadas, não é de agora, não”, se diverte a artista.
O evento no qual o encontro aconteceu foi realizado por Lena Oxa, importante figura da cena LGBT+ cearense e que produz shows semanais no bar. A programação inclui show de drags, música e outras atividades, como bingo.
“No ato do bingo, ele estava lá deitadinho, na frente do palco. Estava com medo dele estranhar a Wanderleya na hora do show, mas não. Ele ficou olhando, daqui a pouco começou a interagir, a brincar. Ficou até o final brincando com ela”, narra a produtora.
Para Lena, o momento é simbólico por demonstrar um lado por vezes ignorado da comunidade LGBT+. “O mundo LGBT precisa de carinho. Lá fora tem (gente) achando que esses shows são de loucos. Eu sabia que ela não ia tratar mal o pet, por isso que deu certo, foi lindo”.
Realeza do bate-cabelo
Nome da arte drag cearense há quase 20 anos, Wanderleya D’Pantera Sim é figura reconhecida na noite de Fortaleza. A artista já performou, ainda, em eventos como paradas de diversidade sexual em Fortaleza e edições de bairros.
O sobrenome da artista veio da drag queen paulistana Márcia Pantera, reconhecida como pioneira da arte drag brasileira e precursora do bate-cabelo no País.
“Ganhei o nome está com dois anos. Ela veio para Fortaleza, fez um show comigo, me deu o nome dela. Era o meu sonho ser filha dela”, explica. Na cultura drag, é costume famílias artísticas se formarem. “Ela é a rainha do bate-cabelo do Brasil e me tornei filha dela. Estou levando essa arte drag de show, de bate-cabelo, desde 2007”, contextualiza.
A cearense destaca, como sonho, a possibilidade de viajar o País com a “realeza” dessa cultura. “Quem sabe um dia eu não faço show com ela em São Paulo, uma turnê nas casas noturnas?”, torce.