Após ameaças de ataques russos à Ucrânia, União Europeia aplica sanções à Rússia
Putin considera que o maior entrave para a conciliação dos dois países é a Ucrânia aliada à Otan
A tensão entre Rússia e Ucrânia teve novos desdobramentos. Após o parlamento russo autorizar o envio de tropas militares à Ucrânia, que pediu apoio bélico aos países do Ocidente, a União Europeia aplicou, nesta terça-feira (22), um pacote de sanções ao país governado por Vladimir Putin.
Após a crise inflamada pelo reconhecimento das regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk, os 27 estados-membros da UE aprovaram, por unanimidade, as sanções. As medidas incluem ações contra bancos que financiam operações militares a favor da Rússia no leste da Ucrânia e limitação de acesso do país aos mercados financeiros europeus.
Josep Borell, chefe da diplomacia da União Europeia, disse que "graves violações não ficarão sem resposta". Borell pontuou, ainda, que o risco de conflito é "real e precisamos evitá-lo a qualquer custo".
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que Putin acusa de ser um dos principais empecilhos para acabar com a crise, também alertou para escalada dos ataques russos. "Isso é exatamente o que vínhamos alertando há meses. E, lamentavelmente, aconteceu nos últimos meses exatamente o que previmos", segundo o secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg.
"A melhor solução para essa questão seria que as autoridades atualmente no poder em Kiev desistissem de ingressar na Otan por conta própria e se mantivessem na neutralidade", afirmou Putin nesta terça-feira.
O presidente russo anunciou, ainda, que retirará todos os diplomatas russos em função na Ucrânia.
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O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, disse nesta terça que os países ocidentais devem intensificar o apoio para a Ucrânia na resistência contra a Rússia.
Em entrevista coletiva, o ministro disse ainda que o Reino Unido já foi contatado "pedindo armas defensivas adicionais para a Ucrânia" e que os Estados Unidos também devem ser contatados em breve.
"Mobilizaremos o mundo inteiro para conseguir tudo o que precisamos para reforçar nossa capacidade defensiva", afirmou.