Saturno fica mais brilhante nesta segunda-feira (2); saiba como ver

Configuração começou na madrugada e faz o planeta ser visto por mais tempo no céu

Imagem de Saturno captada pela Nasa
Legenda: Planeta é o segundo maior do sistema solar, atrás apenas de Júpiter
Foto: divulgação/Nasa

O planeta gasoso Saturno, o segundo maior do sistema solar, está mais brilhante desde a madrugada desta segunda-feira (2). Isso porque o alinhamento do astro com o nosso planeta, que estava ocorrendo já há algumas semanas, atingiu o ápice.

Segundo o professor de Astronomia Romário Fernandes, Saturno já podia ser visto no céu noturno, mas, na madrugada desta segunda, entrou em uma configuração em relação à Terra chamada oposição. Dessa forma, o astro virou um dos mais brilhantes da noite.

"Isso quer dizer que a gente tem Sol de um lado e Saturno do outro, em posições diametralmente opostas", explica, acrescentando que toda a porção iluminada de Saturno está virada para o nosso planeta.

Ele ressalta que a oposição ocorre em todos os anos terrestres, dado que os dois planetas orbitam em torno do Sol. A diferença, conforme o professor, está na velocidade: a volta completa em torno da estrela é mais veloz e menor no caso da Terra, que está mais próxima do Sol.

"As órbitas não são perfeitamente circulares. Se fossem, toda vez em que estivesse nessa oposição, estariam mais próximas. Como são achatadas, não necessariamente há a menor distância entre os planetas", salienta, complementando que a volta de Saturno em torno do Sol demora quase 30 anos terrestres.

Visualização

Romário Fernandes considera que a visualização do planeta, durante a oposição, é privilegiada por dois fatores: "Por um lado, estão num momento de iluminação privilegiada, e também passa mais tempo no céu", afirma, pontuando que Saturno pode ser visto, em posição favorável, ao longo do período noturno durante todo o mês.

Na oposição, o astro pode ser visto a partir da hora em que o Sol se põe, a leste. Atualmente, o planeta está próximo à Constelação de Capricórnio, em uma área sem muitas estrelas brilhantes.

O professor evidencia que a observação do planeta com uso de equipamentos é excepcional. "Se você faz uma observação com telescópio, dá para ver anéis, e você tem mais tempo para ver, fotografar e o que for interessante". No entanto, a observação pode ser feita a olho nu.

"É o objeto mais distante que a gente consegue ver a olho nu dentro do sistema solar, pois está dentro do limite da acuidade visual do ser humano, desde que não haja nuvens no meio", destaca, incluindo que, além de Saturno, os planetas Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter também são visíveis dessa forma.

No entanto, mesmo com aproximação máxima, detalhes do planeta, como anéis e satélites, não poderão ser observados a olho nu. O professor, porém, afirma que os planetas podem ser diferenciados pelas suas condições de brilho.

"Planetas não costumam piscar; têm brilho fixo. Você olha no que parece ser uma estrela e repara se cintila ou não, como se estivesse formigando. Se ela não tiver isso, é uma pista de que é um planeta".
Romário Fernandes
Professor de Astronomia

Romário Fernandes assegura que esse conjunto de planetas pode ser visto de qualquer ponto da Terra, até mesmo em cidades como Nova York e Paris — algumas das "piores cidades", segundo ele, em condições luminosas.

Planeta gasoso

Saturno é considerado gasoso por ser, como a classificação sugere, formado por gases. Conforme o site Mundo Educação, tais astros, também chamados de "jovianos", têm gases que se encontram em estado sólido devido às baixas temperaturas.

Além de Saturno, os outros planetas do tipo existentes no sistema solar são Júpiter, Urano e Netuno. Eles são os mais afastados do Sol e têm sistema de anéis, além de diversos satélites.

A Terra, por sua vez, está entre os planetas rochosos, mais próximos do Sol e com maiores densidades que os demais. 


Assuntos Relacionados