Nasa vai enviar espaçonave para atingir asteroide e testar modelo de 'defesa planetária'

A intenção da missão, que acontecerá em novembro, é mudar a trajetória do corpo rochoso

Legenda: A espaçonave pretende atingir os asteroides e mudar o curso em direção à Terra
Foto: divulgação/Nasa

A Nasa, agência espacial norte-americana, anunciou na última terça-feira (5) que deve lançar uma espaçonave para atingir um asteroide. A ação, que é proposital, pretende mudar a trajetória do corpo rochoso para testar pela primeira vez um método de "defesa planetária". 

O lançamento da missão Double Asteroid Redirection Test (DART) está marcado para o dia 24 de novembro, e deve ocorrer às 1h20 (2h20 no horário de Brasília).

Ainda conforme a Nasa, o teste teria como objetivo extinguir o temor de que outros asteroides causem estragos na Terra no futuro.

Para a iniciativa, um foguete SpaceX Falcon 9 será lançado da Base da Força Espacial de Vandenberg, cerca de 80 km a noroeste de Santa Bárbara, na Califórnia.

Dois asteroides

Nesse teste, dois asteroides que orbitam o Sol serão alvo da Nasa. Apesar de se aproximarem ocasionalmente da Terra, eles não representam ameaça ao nosso planeta. 

O maior deles, com 780 metros de diâmetro, é chamado de Didymos, enquanto o outro, que orbita ao redor dele, é chamado de Dimorphos

Assim, o objetivo seria atingir Dimorphos a uma velocidade e quase 24 mil km/h e mudar sua órbita "por uma fração de um por cento", segundo relatou Thomas Statler, cientista da Nasa.

"A colisão mudará a velocidade da minilua em sua órbita ao redor do corpo principal em uma fração de um por cento, mas isso mudará o período orbital da minilua em vários minutos — o suficiente para ser observado e medido usando telescópios na Terra", completou Statler. 

Mas se engana quem pensa que a missão será rápida. A espaçonave DART se separará do foguete SpaceX e navegará no espaço por mais de um ano antes de atingir Dimorphos no fim de setembro de 2022. Nesse período, a dupla de asteroides estará perto o suficiente da Terra, cerca de 11 milhões de quilômetros, de modo que os cientistas poderão vê-los.