Entenda por que o auxílio emergencial 2021 deve ser prorrogado

Confira quatro motivos que formam um cenário favorável ao pagamento de mais parcelas do benefício

Auxílio emergencial
Legenda: Em 2021, benefício varia de R$ 150 a R$ 375
Foto: Brenda Rocha/Shutterstock

Concebido inicialmente em quatro parcelas, o auxílio emergencial 2021 tende a ser prorrogado. Não está claro ainda quantos pagamentos extras devem ocorrer, mas já se observa a formatação de uma atmosfera política favorável à extensão dos benefícios.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse, nesta semana, ser provável o pagamento por mais dois meses. Pacheco afirmou que esta possibilidade existe enquanto não for criado um novo programa social que substitua o Bolsa Família.

Por que o auxílio emergencial deve ser prorrogado

Pressão política

Já há no Congresso o aumento na temperatura das cobranças para alongar as parcelas do benefício emergencial. A oposição, aliás, defendia valores mais robustos do auxílio, algo que se aproximasse do montante pago em 2020, quando as transferências variaram de R$ 600 a R$ 1.200.

O valor de 2021 é reconhecidamente baixo, portanto, garantir mais parcelas já está nas margens de cálculo do Governo Federal.

Ganho na imagem do presidente

O auxílio emergencial foi um importante fator de impulsionamento de popularidade do presidente Jair Bolsonaro no ano passado.

Diante do aumento da reprovação à gestão federal e da antecipação do clima eleitoral, que promete ser de extremo acirramento e polarização, o Planalto pode se beneficiar de uma eventual ampliação no calendário de pagamentos do benefício e fomentar agenda positiva em meio à miríade de crises.

Preocupação com a pandemia

O ritmo lento da vacinação e o surgimento de novas cepas do coronavirus impõem ao Brasil um estado constante de alerta sobre a pandemia. Por mais que os dados de óbitos e internações estejam em queda, mais de 2 mil pessoas ainda morrem diariamente no País, um quantitativo chocante.

Diante disto e da possibilidade de uma terceira onda, é mais prudente assegurar a prorrogação do auxílio emergencial e não incorrer novamente no erro do ano passado, quando Governo Federal e Congresso deixaram ocorrer um hiato nos pagamentos ao fim de dezembro.

Estímulo à economia

Ainda sob efeito das restrições necessárias para coibir o vírus de se alastrar, a economia segue carente de estímulos. O auxílio é um dispositivo de crucial importância para garantir a subsistência de profissionais vulneráveis, principalmente os autônomos, que constituem uma massa trabalhadora gigantesca.

Embora os valores sejam módicos, se o Governo, como já deu sinais, não pretende bancar parcelas maiores, compete pelo menos assegurar estes pagamentos por mais tempo.

Além de reduzir a pobreza extrema, o benefício estimula o consumo e isto retorna parcialmente para os cofres públicos em forma de arrecadação.

Como seriam os novos pagamentos?

A julgar pelo histórico recente, o provável é que haja apenas um aumento no número de parcelas. Os beneficiários deverão ser os que já fazem parte do programa hoje.

Considerando que o calendário atual de pagamentos encerra-se em setembro para os nascidos em dezembro, caso a MP de prorrogação do auxílio seja assinada, a Caixa deve fazer uma atualização no cronograma de pagamentos, o qual pode ser alongado até o fim do ano, a depender do número adicional de parcelas.

Confira calendário completo do auxílio emergencial

Nascidos em janeiro

1ª parcela - 6/4
Saque - 4/5

2ª parcela - 16/5
Saque - 31/5

3ª parcela - 20/6
Saque - 13/7

4ª parcela - 23/7
Saque - 13/8

Nascidos em fevereiro

1ª parcela - 9/4
Saque - 6/5

2ª parcela - 18/5
Saque - 1/6

3ª parcela - 23/6
Saque - 15/7

4ª parcela - 25/7
Saque - 17/8

Nascidos em março

1ª parcela - 11/4
Saque - 10/5

2ª parcela - 19/5
Saque - 2/6

3ª parcela - 25/6
Saque - 16/7

4ª parcela - 28/7
Saque - 19/8

Nascidos em abril

1ª parcela - 13/4
Saque - 12/5

2ª parcela - 20/5
Saque - 4/6

3ª parcela - 27/6
Saque - 20/7

4ª parcela - 1/8
Saque - 23/8

Nascidos em maio

1ª parcela - 15/4
Saque - 14/5

2ª parcela - 21/5
Saque - 8/6

3ª parcela - 30/6
Saque - 22/7

4ª parcela - 3/8
Saque - 25/8

Nascidos em junho

1ª parcela - 18/4
Saque - 18/5

2ª parcela - 22/5
Saque - 9/6

3ª parcela - 4/7
Saque - 27/7

4ª parcela - 5/8
Saque - 27/8

Nascidos em julho

1ª parcela - 20/4
Saque - 20/5

2ª parcela - 23/5
Saque - 10/6

3ª parcela - 6/7
Saque - 29/7

4ª parcela - 8/8
Saque - 30/8

Nascidos em agosto

1ª parcela - 22/4
Saque - 21/5

2ª parcela - 25/5
Saque - 11/6

3ª parcela - 9/7
Saque - 30/7

4ª parcela - 11/8
Saque - 1/9

Nascidos em setembro

1ª parcela - 25/4
Saque - 25/5

2ª parcela - 26/5
Saque - 14/6

3ª parcela - 11/7
Saque - 4/8

4ª parcela - 15/8
Saque - 3/9

Nascidos em outubro

1ª parcela - 27/4
Saque - 27/5

2ª parcela - 27/5
Saque - 15/6

3ª parcela - 14/7
Saque - 6/8

4ª parcela - 18/8
Saque - 6/9

Nascidos em novembro

1ª parcela - 29/4
Saque - 1/6

2ª parcela - 28/5
Saque - 16/6

3ª parcela - 18/7
Saque - 10/8

4ª parcela - 20/8
Saque - 9/9

Nascidos em dezembro

1ª parcela - 30/4
Saque - 4/6

2ª parcela - 30/5
Saque - 17/6

3ª parcela - 21/7
Saque - 12/8

4ª parcela - 22/8
Saque - 10/9