Instituições de ensino do Ceará estão adaptando currículos para capacitação em hidrogênio verde

Iniciativa visa garantir opções de qualificação de cearense para trabalhar no mercado de hidrogênio que está sendo desenvolvido no Estado

hidrogênio verde
Legenda: Considerando a produção de hidrogênio verde e setores complementares, o Senai já oferta mais de 40 cursos de capacitação
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Com a abertura de um novo mercado no Ceará, considerando os investimentos em hidrogênio verde, as instituições de ensino e capacitação já estão se adaptando para oferecer boas oportunidades para quem deseja buscar uma vaga no segmento.

Durante o Fórum Internacional do Hidrogênio Verde, o diretor regional do Senai e o diretor do parque tecnológico da Universidade Federal do Ceará explicaram como tem sido o processo de atualização de currículos para beneficiar estudantes. 

Ao todo, segundo Paulo André Holanda, o Senai oferece, atualmente, mais de 40 cursos voltados à capacitação de profissionais para áreas diversas, como produção e manutenção de equipamentos destinados à energia renovável, indústria química e outros.

Os esforços de adaptação são importantes, segundo ele, para incluir o maior número possível de cearenses nesse novo mercado, apontado como tendo um potencial "gigantesco" de impulsionar a economia cearense. 

"Aqui na Barra do Ceará já temos uma unidade que trata de diversos cursos, técnicos, aperfeiçoamento. Temos mais de 40 cursos com aderência ao hidrogênio verde. A energia que vai servir para a produção do hidrogênio virá das energias renováveis e nós temos uma certificação de profissionais desse setor, além de termos um centro em Maracanaú. Também temos muitos cursos em segmentos transversais, como química, logística, automação, armazenamento e já fizemos o ‘upgrade’ dele para englobar o hidrogênio verde e a maioria deles já estão disponíveis ou sendo customizados para atender essa demanda nova", disse Holanda.  

Em março de 2022, adiantou o diretor, o Senai ainda terá o início de novos cursos que utilizarão equipamentos especializados para estudos do setor de energias renováveis, como pás eólicas. 

Holanda ainda destacou o apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), do Governo do Estado, do Complexo Industrial do Pecém e da G&Z Tecnoeng em relação à preparação desses novos cursos.

Apesar de não detalhar o valor dos investimentos que estão sendo feitos na compra de equipamentos e melhoria os cursos, o diretor do Senai afirmou que tudo está sendo adaptando para garantir a qualificação de mão de obra local e oferecer novas oportunidades aos cearenses. 

"Qualquer novidade como essa do hidrogênio ou outras indústrias que venham para o Ceará vão precisar de mão de obra qualificada e estamos fazendo um trabalho desde o começo do ano para nos adaptar para atender isso essa demanda. Empresas podem contratar os treinamentos do Senai, mas a instituição também oferta cursos pagos para pessoas que desejam se qualificar para trabalhar no setor do hidrogênio verde", explicou Holanda. 

Ensino superior

Já no segmento superior, o esforço de adaptação de currículos para operação no mercado de hidrogênio verde foi garantido pelo professor Fernando Nunes, diretor do parque tecnológico da UFC.

Ele comentou que vários cursos de engenharia já estão sendo preparados para garantir que os alunos possam ingressar nesse novo mercado ainda em desenvolvimento. 

"A UFC tem todo o interesse de participar desse novo mundo que está sendo criado aqui no Ceará", disse Nunes durante o Fórum Internacional. 

Ele ainda destacou que a Universidade oferece um grande número de cursos que podem ser beneficiados pela indústria do hidrogênio e pelos setores complementares, como energias renováveis, por exemplo. 

Veja a lista de cursos superiores ofertados pela UFC por cidade: 

Fortaleza: Engenharias Civil, Mecânica, Química, Elétrica, Produção Mecânica, Ambiental, Metalúrgica, Teleinformática, Telecomunicações, Computação, Energias renováveis.

Crateús: Engenharias Civil, Ambiental e sanitária, e Minas

Russas: Engenharias Civil, Mecânica, Produção, e Software

Quixadá: Engenharias de Computação, e Software

Sobral: Engenharias Elétrica, e Computação

Itapajé: Engenharia de Computação.