Por que dois senadores cearenses não votaram no projeto que limita o ICMS dos combustíveis

Apenas Eduardo Girão registrou voto no plenário do Senado durante a aprovação da matéria. A Coluna contactou os dois ausentes

Tasso Jereissati (PSDB) e Cid Gomes (PDT)
Legenda: Tasso Jereissati (PSDB) e Cid Gomes (PDT) se manifestaram contrários ao projeto na discussão, mas não estavam presentes na votação
Foto: Marcos Oliveira (Agência Senado)/Kid Junior

Dos três senadores cearenses, apenas um votou na sessão de segunda-feira (13) no debate do projeto que limita a cobrança de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e transporte coletivo. Só confirmou o voto Eduardo Girão (Podemos), que foi favorável. Tasso Jereissati (PSDB) e Cid Gomes (PDT) se manifestaram contrários ao projeto na discussão, mas não estavam presentes na votação, que ocorreu já no fim da noite. 

Esta coluna procurou os dois parlamentares para saber o motivo da ausência de ambos na votação do projeto. Caso se confirme a aprovação - após modificação, o projeto volta à Câmara - a medida poderá trazer um alívio ao bolso do consumidor com a redução do preço nas bombas, mas também trará um rombo nas contas dos estados, como reclamam os governadores. 

Por meio de sua assessoria, o senador Tasso Jereissati informa que está em viagem ao exterior e que teve um problema técnico com o sistema de votação virtual do Senado. Ele chegou a dar presença na sessão plenária, mas não conseguiu acessar especificamente o aplicativo de votação.  

“O Senador Tasso não conseguiu acessar o aplicativo de votação na noite de ontem. Hoje, porém, ele retomou o acesso ao sistema e obteve conexão, votando na sessão plenária”, explica a nota. 

Antes da votação, o parlamentar havia considerado “inoportuna” a proposta e dito que “não resolveria o problema” em relação ao preço dos combustíveis”. 

Já o senador Cid Gomes não compareceu à sessão plenária. A assessoria do parlamentar informou apenas isso a esta coluna. 

Antes da votação, o parlamentar chegou a dizer que a proposta poderia até “quebrar os estados” e afirmou que se posicionaria contrário à medida. 

Placar 

A proposta, de autoria do deputado federal cearense Danilo Forte (União) acabou sendo aprovada com emenda no plenário do Senado. O placar foi de 65 votos favoráveis a 12 contrários. 

Como teve mudança, a proposta volta à apreciação da Câmara dos Deputados.