Um convite para viver Fortaleza com as crianças no fim das férias
Atividades dos parques às praias, programações em instituições culturais e resgate de pequenos costumes são uma boa pedida para desacelerar e criar memórias com os filhos.
Uma cidade se revela de outro jeito quando caminhamos sem tanta pressa. Julho vai chegando ao fim e, com este mês escaldante, findam também as férias escolares. Antes que a rotina recupere seu ritmo, que tal aproveitar uma oportunidade preciosa de viver Fortaleza com a curiosidade de quem a descobre pela primeira vez, guiado pelo olhar das crianças?
Se você é pai ou mãe, eis uma chance de construir memórias marcantes com os pequenos!
Um domingo no Parque do Cocó pode virar uma oportunidade de sentir a grama numa corrida ou deixar o vento balançar os cabelos em um passeio de barco capaz de te fazer olhar para a Avenida Sebastião de Abreu, agora no alto, de outra forma.
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Na banca de revistas perto da Avenida Padre Antônio Tomás, você certamente vai encontrar a água de coco mais gelada da cidade. Sem falar na possibilidade de se aventurar em uma trilha ou passeio de bicicleta!
Se o objetivo é gastar energia e se conectar com o litoral, vale um passeio no fim de tarde na Beira-Mar. É uma chance de observar os pescadores e jangadas no Mucuripe, sentir o vento mudar de direção ou mesmo provar uma fruta da estação nas barracas de ambulantes espalhadas pela orla.
Se tiver um dinheirinho para investir no passeio, vale olhar a orla de dentro do mar num passeio de barco e dar um mergulho em mar aberto.
Também não faltam equipamentos culturais para aproveitar programações ou visitar exposições em diferentes horários e dias da semana. São experiências que despertam perguntas, alimentam a imaginação e criam memórias compartilhadas.
Que tal, por exemplo, conhecer as aves do Ceará e a história dos fósseis no Cariri na sala imersiva do Museu da Imagem e do Som? Ou mesmo conhecer melhor a história da ferrovia cearense no Museu Ferroviário, onde as crianças podem tocar em algumas peças?
Certamente, esses passeios renderão uma boa conversa no caminho de volta para casa. Há ainda a Cidade Mais Infância, para brincar de cidadania e se divertir.
Valorizar as companhias
Há ainda uma Fortaleza que cabe nas pequenas tradições familiares. Sentar para comer uma tapioca, experimentar um sorvete diferente, visitar um mercado como o São Sebastião, escolher um livro juntos ou fotografar detalhes da cidade que normalmente passam despercebidos.
São gestos simples que ensinam pertencimento e ajudam as crianças a construir uma relação afetiva com o lugar onde vivem.
Em tempos em que tantas disputas acontecem pela atenção dos pequenos, talvez o maior presente seja mesmo oferecer presença. Guardar o celular por algumas horas, responder às perguntas sem olhar para uma tela, aceitar brincar sem pressa e ouvir histórias contadas pela centésima vez continuam sendo formas silenciosas — e poderosas — de fortalecer vínculos.
Quando as férias terminarem, dificilmente os filhos lembrarão de todos os lugares por onde passaram. Mas é bastante provável que se recordem de como se sentiram. Minha dica para encerrar julho é um convite para desacelerar.
Fortaleza continua aqui, com seu vento, seu mar, suas praças e sua gente, esperando ser vivida. E poucas coisas permanecem por tanto tempo na memória de uma criança quanto a certeza de que alguém escolheu compartilhar esse tempo com ela.
*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora.