Robinson de Castro garante manutenção do formato da Série A: "Ninguém vai abrir mão"

Presidente do Ceará concedeu entrevista exclusiva ao programa A Grande Jogada, da TV Diário

Legenda: Robinson afirmou que os clubes se preocupam com as cotas de TV da temporada
Foto: Foto: Marcelo Vidal / Ceará)

As diretorias dos clubes da Série A do Brasileiro desejam a manutenção do torneio no mesmo formato em 2020. A informação foi revelada pelo presidente do Ceará, Robinson de Castro, em entrevista exclusiva ao programa A Grande Jogada, da TV Diário. O mandatário ressaltou que a principal preocupação dos times envolve as cotas de TV, responsável pela maior parte do orçamento.

"Eles (diretores) querem manter a competição do modelo atual para não perder a receita da televisão. O campeonato estica e pode terminar em dezembro, e as férias dos jogadores ficariam para janeiro. Alguns Estados querem terminar seus campeonatos regionais, aqui não sei como ficará. É uma situação difícil, calendário deve apertar, mas uma coisa é certa, ninguém vai abrir mão do Campeonato Brasileiro", pontuou.

Na projeção orçamentária do clube, a expectativa de arrecadação com receitas oriundas de transmissão era de R$ 53,7 milhões - incluindo ainda Cearense, Copa do Nordeste e Copa do Brasil. A 1ª divisão, no entanto, tem um contrato com os times e se baseia na existência de 38 rodadas. Sem prazo de retorno do calendário por conta do novo coronavírus, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) discute outros modelos de competição para concluir tudo em 2020.

O valor do orçamento total do Ceará é recorde, com receita bruta superior a R$ 100 mi, a maior da história do clube. Robinson afirmou também que houve um superávit recente no Vovô com a troca dos comandos: saiu Enderson Moreira e chegou Guto Ferreira.

"O Ceará não teve nenhum adiantamento de receita, mas vamos honrar os compromissos", finalizou.

No cenário de indefinição, a diretoria alvinegra optou, na terça-feira (24), em conceder férias coletivas ao elenco principal até o dia 20 de abril. A decisão vem durante um impasse envolvendo uma proposta da Comissão Nacional de Clubes (CNC) de reduzir em 25% o salário dos jogadores das Séries A, B e C. O Vovô vai se posicionar sobre o assunto apenas no retorno dos atletas às atividades.

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