Atletas de handebol fazem campanha para custear ida à Copa América pela Seleção

Jogadoras precisam custear passagens, traslado, hospedagem e alimentação.

Escrito por Crisneive Silveira jogada@svm.com.br
31 de Janeiro de 2022 - 17:32
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Legenda: Viviane Pires defende a camisa do handebol tricolor há 15 anos.
Foto: Divulgação/Fortaleza EC
Um oferecimento de:

Convocadas para integrar a Seleção Brasileira Master Feminina de Handebol, nas categorias 30+ e 37+, Rachel Jucá e Viviane Pires estão em campanha para arrecadar verba e poder disputar a 1ª Copa América 2022. As atletas vão arcar com  passagens de ida e volta, traslado, hospedagem e alimentação. A competição será em Viña Del Mar e Valparaíso, no Chile, entre 6 e 10 de abril. A armadora Leyliane Pinheiro também está entre as relacionadas. O trio atua pelo Fortaleza.

Viviane Pires, de 42 anos, foi convocada para disputar a categoria 37+. O começo na modalidade veio por influência da irmã, que era atleta e a levava aos treinos. O gosto pelo esporte garantiu bolsas de estudo e ela não parou mais. Atualmente, está desempregada mas vende roupas. Os treinos pararam por causa da pandemia, mas ocorrem três vezes por semana. Ela conta um pouco das expectativas para a disputa.

"Venho me preparando há anos. Vou poder competir com as melhores, em alto nível, e também poder mostrar a força das nordestinas", contou a atleta.

Além do Fortaleza, camisa que defende há 15 anos, a ponteira também joga pelo master do MontCau, no bairro Montese, na capital cearense. Na ponta do lápis, ela estima R$ 5 mil reais em gastos para a viagem. Logo deve lançar uma vakinha online, mas já recebe doações pelo Pix. 

Rachel Jucá também defende o handebol do Caucaia, time da cidade onde mora.
Legenda: Rachel Jucá também defende o handebol do Caucaia, time da cidade onde mora.
Foto: Arquivo Pessoal

Rachel tem 35 anos e joga handebol desde os 11. A paixão vem da época do colégio. Aos 15, foi chamada para a seleção Cearense, onde acumulou títulos. Também atuou pelo Eusébio e pelo Clube dos Diários. Por ser esporte amador, a ponta direita precisa trabalhar assim como outros tantos atletas. Ela divide a rotina de trabalho no marketing com os treinos pelo Caucaia, a outra equipe, e a maternidade.

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