Após 23ª rodada da Série A, Ceará vive momento inverso a 2018

Se em 2018, o Vovô consolidou uma reação para a permanência em 9 rodadas, como ponto alto bater o Corinthians na 23ª rodada, o inverso acontece este ano, amargando um jejum de 9 partidas no mesmo período, caindo na tabela

Legenda: Em 2018, o Ceará bateu o Corinthians pela 23ª rodada e consolidou reação na Série A
Foto: FOTO: JL ROSA

O torcedor do Ceará iniciou a Série A de 2019 aliviado com o início de campanha, conquistando 20 pontos em 14 rodadas, com um aproveitamento de 47% e 11 pontos longe do Z-4, aliviado até ali sem conviver com o fantasma do rebaixamento, ao contrário de 2018, quando se salvou na penúltima rodada após uma reação improvável.
Mas este ano, nove rodadas depois, ao somar apenas três pontos, o clube vê o mesmo fantasma rondar o clube, estando apenas a um ponto do Z-4, e principalmente, amargando um jejum de nove jogos sem vencer.

Ou seja, o time e a torcida revivem um caminho tortuoso na Série A, já igualando, inclusive, a pontuação de 2018. Embora os caminhos sejam diferentes, as campanhas do Ceará na Série A de 2018 e 2019 se unificaram após a 23ª rodada, com o clube estando com a mesma pontuação: 23.
Mas a coincidência nos números é sem dúvida preocupante se analisarmos o contexto da caminhada alvinegra nos dois momentos até a 23ª rodada: as campanhas são inversas, com em 2018 sendo o ponto de consolidação para a permanência, enquanto este ano, o sinal de alerta.

No ano passado, o Ceará em 23 rodadas venceu cinco partidas (todas na Era Lisca), empatou oito e perdeu 10. Já em 2019, são seis vitórias, cinco empates e 12 derrotas.
Em 2018, o Ceará chegou aos 23 pontos em alta na tabela, ao bater o Corinthians por 2 a 1, na Arena Castelão, e somar seu 15º ponto em nove jogos. Era a consolidação de uma reação ocupando o Z-4, mas em franca evolução com o trabalho de Lisca e a dois de sair da zona. Em nove rodadas, o Vovô venceu quatro (Fluminense, Paraná, Flamengo e Corinthians), empatou três (Athletico/PR, Vasco e Santos), e perdeu apenas duas (São Paulo e Bahia).
Ali, o Ceará fazia a 5ª melhor campanha do returno e conseguiria sua salvação com a 8ª melhor campanha.

Legenda: Contra o Goiás no último domingo, Ceará foi derrotado e chegou a 9 jogos sem vencer
Foto: FOTO: KID JUNIOR

Este ano, o que preocupa é o viés de baixa. No mesmo período de ascensão de 2018, ou seja, nove rodadas, o Ceará vive seu pior momento na Série A, conquistando apenas três pontos, empatando três (Corinthians, Botafogo e Cruzeiro) e perdendo seis (São Paulo, Flamengo, Athletico/PR, CSA, Atlético/MG e Goiás).
A campanha do Vovô no returno é de Z-4, conquistando apenas um ponto em 12 possíveis, estando na 18º colocação em quatro rodadas, à frente apenas de Chapecoense, que também somou um ponto, e Botafogo, que não somou nenhum, ambos também na luta pela permanência.
Assim, com a mesma pontuação de 2018, 23 pontos, média de um por rodada, o Alvinegro precisará de uma reação semelhante, ou seja, repetir a mesma campanha para permanecer na Série A.

Sequência
Para terminar com os 44 pontos de 2018, o Vozão precisa somar mais 21, ou seja, seis vitórias e três empates em 15 partidas disponíveis, sendo oito fora de casa e sete em casa. Em 2018, o time perdeu apenas cinco jogos nesta sequência de 15 partidas.
Em 2018, o Ceará fez a seguinte campanha nas 15 rodadas finais para permanecer pontos contra América (0 a 0), Vitória (2 a 0), Grêmio (2 a 3), Chapecoense (3 a 1), Cruzeiro (2 a 0), Botafogo (0 a 0), Palmeiras (1 a 2), Atlético/MG (2 a 1), Sport (0 a 1), Internacional (1 a 1), Bahia (1 a 2), Fluminense (0 a 0), Paraná (1 a 0), Athletico/PR (2 a 2) e Vasco (0 a 0).
Os adversários do Vovô até o fim da competição são: Grêmio (F), Avaí (C), Santos (F), Bahia (F), Vasco (C), Fluminense (C), Palmeiras (F), Internacional (C), Fortaleza (F), Chapecoense (F), São Paulo (C), Flamengo (F), Athletico (C), Corinthians (C) e Botafogo (F).

Próxima rodada
Assim, o recém-chegado técnico Adílson Batista, precisa de uma reação imediata, já amanhã, contra o Grêmio, às 21 horas no Estádio Centenário, sob risco da situação se complicar mais ainda. O treinador tem confiança em uma mudança de panorama no Brasileiro. “A gente precisa dar ênfase nisso, temos qualidade, potencial, estamos num momento difícil e vamos reagir. É continuar trabalhando, passando tranquilidade. É continuar perseverando que daqui a pouco ela entra. O Grêmio é um time difícil. Mas vamos nos preparar para fazer um grande jogo e vencê-los”, analisou o treinador, após estreia pelo clube, com derrota para o Goiás por 1 a 0, na Arena Castelão, no último domingo.

Para o duelo com os gaúchos, o técnico Adílson sinaliza mudanças. Como os atacantes Leandro Carvalho (por opção técnica) e Lima (impedimento contratual com o Grêmio) não viajaram, ambos titulares diante do Goiás, a tendência é que Adílson escale William Oliveira no meio-campo e Felippe Cardoso ou William Popp no ataque. Além deles, Luiz Otávio e Wescley não viajaram.

Um dos destaques do Ceará contra o Goiás, o atacante Juninho Quixadá, que entrou bem no 2º tempo, comparou os anos de 2018 e 2019, esperando uma reação para a permanência. “Não é um momento bom. Quando cheguei ano passado, estava parecido, mas agora é um pouco melhor. Temos que falar o mínimo possível. Não são as palavras que vão nos tirar dessa situação”, disse o jogador, que não atuava desde 27 de julho, quando entrou durante derrota para o Internacional.
Já Ricardinho, admite que o momento é de dificuldade, principalmente nas finalizações, mas que o Ceará só depende dele para permanecer na Série A.
“Vejo que estamos pecando no detalhe da finalização. Creio que isso vai acabar uma hora e tem que ser o quanto antes porque tá afunilando o Campeonato. Ainda dependemos somente da gente. Esse é o lado bom”, disse o capitão.

 

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