'Paixão de Cristo': saiba 5 curiosidades sobre o filme protagonizado por Jim Caviezel
O clássico da semana santa coleciona acidentes no set, terá sequência em 2027 e tem ligação com Bolsonaro.
Com a chegada da Semana Santa, um filme produzido há mais de duas décadas é revisitado ao redor do mundo: A Paixão de Cristo. Dirigido por Mel Gibson e protagonizado por Jim Caviezel, a obra foi lançada em 2004 e se tornou uma das mais populares adaptações bíblicas para o cinema.
Com um orçamento enxuto de US$ 30 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 612 milhões mundialmente ao contar a história sobre a crucificação de Cristo.
Mas além do fenômeno de bilheteria, o filme coleciona controvérsias, antes e depois do lançamento. Durante as gravações, por exemplo, o protagonista Jim Caviezel, que interpreta Jesus Cristo, sofreu uma série de acidentes.
O lançamento da obra também não passou incólume, gerando críticas e tentativas de boicote.
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Agora, duas décadas depois, duas sequências do filme devem ser lançadas em 2027. Contudo, os atores do original não devem retornar aos papéis bíblicos.
O estadunidense Jim Caviezel, na verdade, irá dar vida a outro personagem real, bem conhecido dos brasileiros: o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Confira essas e outras curiosidades sobre o clássico da Semana Santa, A Paixão de Cristo:
Acidentes na gravação do filme
O ator Jim Caviezel sofreu uma série de acidentes durante as gravações do filme. Logo no início da produção, ele sofreu uma lesão no ombro enquanto carregava a cruz.
O ombro acabou sendo descolado, o que voltou a se repetir em outras cenas quando o ator carregava o mesmo objeto.
Um outro acidente também ocorreu durante a gravação das cenas da via crucis de Cristo: a placa de metal usada pelo ator nas cenas de açoitamento não foi suficiente para proteger as costas dele.
O chicote atingiu a pele de Caviezel e causou um corte de 35 centímetros nas costas do ator. Ele ainda tem a cicatriz da ferida.
Protagonista foi atingido por raio
A gravação da cena final do filme foi palco de mais um acidente do set: Caviezel disse ter sido atingido por um raio no alto da montanha.
Em entrevista, ele disse que o acidente acabou gerando consequências médicas.
"Tive que fazer duas cirurgias cardíacas, incluindo uma cirurgia de coração aberto por causa daquele filme", disse em entrevista a Revista Monet.
Na mesma conversa, ele relembrou que precisou ser atendido por hipotermia e teve pneumonia, devido às gravações em meio a um inverno, com temperaturas que chegavam a 4 graus negativos.
Críticas por violência excessiva e conteúdo antissemita
O sucesso nas bilheterias de "A Paixão de Cristo" não significa que o filme teve uma aclamação unânime. Entre as críticas sofridas na época, estava a da violência excessiva durante o martírio de Jesus Cristo.
O fato dos castigos sofridos terem sido muito realistas acabou fazendo com que houvesse um desvio da mensagem principal do sacrifício do filho de Deus, afirmaram críticos.
O filme também sofreu uma tentativa de boicote por parte da comunidade judaica. Segundo organizações, o filme reforçaria a hostilidade contra judeus por representá-los como cúmplices da crucificação de Cristo.
Gibson respondeu as críticas na época. Quando indagado se poderia irritar os judeus, o diretor do longa disse que "o objetivo não é esse". "O objetivo é apenas contar a verdade", completou.
Sequência em 2027
Mais de 20 anos depois do lançamento, A Paixão de Cristo irá ganhar duas sequências em 2027. As novas obras devem acompanhar os três dias entre a morte e a ressurreição de Cristo.
Contudo, o elenco original não deve retornar. O ator finlandês Jaakko Ohtonen deve ficar com o papel de Jesus Cristo no lugar de Caviezel.
A principal razão para a troca é a idade dos atores que estiveram no primeiro longa e que agora, duas décadas depois, já não condizem com a idade dos personagens bíblicos.
Caviezel interpreta Bolsonaro
Sem a perspectiva de protagonizar as sequências de "A Paixão de Cristo", Caviezel está mergulhado em outro projeto, com forte ligação com o Brasil.
O ator irá protagonizar Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O longa deve focar nos acontecimentos da campanha de 2018, incluindo a facada contra o então candidato à presidência.
Caviezel publicou, em dezembro, um vídeo caracterizado como o ex-presidente brasileiro em que deseja um "Feliz Natal" a toda a família Bolsonaro. O filme tem previsão de estreia ainda para 2026.