Justiça manda soltar MC Poze, Ryan SP e dono da Choquei, investigados por lavagem de dinheiro

Segundo a decisão, os investigados serão submetidos à aplicação de medidas cautelares.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 11:18)
Duas fotos da mesma pessoa: à esquerda, em área urbana com morro e casas ao fundo, usando camiseta preta, óculos escuros e vários colares dourados; à direita, close no rosto e no pescoço, com tatuagens, em ambiente interno.
Legenda: MC Poze e Ryan SP foram beneficiados pela decisão na quarta-feira (13).
Foto: Reprodução.

A Justiça Federal determinou, ainda na quarta-feira (13), a soltura dos funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, além de Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei, investigados em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

Com a decisão, a Justiça também demandou a aplicação de medidas cautelares direcionadas aos MCs. Além deles, a decisão de soltura também beneficiou o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, assim como o cantor Diogo Santos de Almeida.

Segundo publicação da CNN, que obteve a decisão, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região apontou que, até o momento, não foram encontrados fundamentos concretos para a manutenção da prisão preventiva, reforçando o excesso de prazo na investigação e ausência de denúncia formal.

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MC Poze do Rodo e MC Ryan SP terão de comparecer mensalmente em juízo, comunicando endereço atualizado e, além disso, estão proibidos de deixar o país sem autorização judicial. 

No caso de Rapahel Sousa Oliveira, o dono da Choquei, os advogados citaram a revogação da prisão preventiva pelo TRF-3, explicando que a decisão reconheceu a inexistência de elementos concretos que justificassem a manutenção da prisão.

Enquanto isso, a defesa do casal Chrys Dias e Débora Paixão apontou que a liberdade do casal foi restabelecida em segunda instância pelo TRF-3, que identificou irregularidades no mandado de prisão preventiva expedido pela 5ª Vara Federal de Santos.

Os investigados, entretanto, não serão soltos imediatamente. Segundo o portal UOL, as defesas aguardam as expedições dos alvarás de soltura pela 5ª Vara Federal de Santos. 

Todos seguem respondendo às apurações em liberdade, conforme a previsão de cumprimento das determinações judiciais.

Operação Narco Fluxo

Outras 33 pessoas foram presas na Operação Narco Fluxo. A investigação tinha como foco uma suposta organização criminosa suspeita de comandar esquema de lavagem de dinheiro.

A ação movimentou 200 policiais federais para o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e outros 39 de prisão temporária. Os alvos eram dos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás.

Detalhes apontam que o grupo utilizava sistema para dissimular valores e teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. O MC Ryan SP é apontado como suspeito de ser um dos chefes do esquema criminoso. 

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