Giovanna Antonelli relembra gravações na Amazônia para 'Rio de Sangue': 'Corpo sentia tudo'

Atriz contou do esforço físico necessário para contar história de ação nas telas do cinema.

Escrito por
Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
Duas pessoas em uma área de floresta densa; a pessoa em primeiro plano aponta uma arma enquanto caminha entre a vegetação, e outra pessoa segue logo atrás.
Legenda: Giovanna Antonelli e Alice Wegmann interpretam mãe e filha no filme.
Foto: Divulgação/Bárbara Vale.

O longa "Rio de Sangue" estreou nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (16), marcado pelo retorno de Giovanna Antonelli ao cinema. Na pele da personagem Patrícia Trindade, uma policial ameaçada pelo narcotráfico, a atriz relembrou, em entrevista ao Diário do Nordeste, o processo de gravação da obra no meio da Amazônia brasileira. "Foi muito físico, em um calor extremo. Não tinha como fingir porque o corpo sentia tudo", explicou.

Focando na história de Luiza (Alice Wegmann), filha de Patrícia sequestrada por garimpeiros, o filme mergulha na ação para se concretizar como um thriller policial imerso em um cenário geográfico e climático desafiador. A Amazônia, nesse caso, virou quase uma personagem extra.

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Segundo Giovanna, todos esses detalhes demandaram entrega "total" do elenco. "Amazônia não foi só uma locação. Ela é essa personagem na história. Tem uma grandiosidade ali que te coloca no seu tamanho real. Você entende logo que não controla nada. A natureza dita o ritmo, tira do conforto. Foi uma experiência quase visceral", delimitou a artista.

Meses de gravações

Dois meses de filmagens no Pará, entre Santarém e Alter do Chão, exigiram das atrizes muito mais do que técnica artística. Para Alice, que também relatou a experiência em entrevista, o trabalho na produção se tornou algo mágico, não somente pela história, mas também por todo o processo necessário para construí-la.

"Foram coisas que não sei se vou viver de novo, então aproveitei ao máximo cada segundo", emocionou-se ao contar. O roteiro parte do momento em que Luiza, médica humanitária, é sequestrada por garimpeiros na Amazônia. Diante da situação delicada, Patrícia parte em uma jornada de resgate, cheia de tensão pela ação e também pela relação maternal entre as duas, forçada ao extremo do desespero.

Pessoa em floresta densa aponta uma arma entre folhas e galhos, com a vegetação ocupando grande parte do enquadramento.
Legenda: Giovanna Antonelli contou sobre as diárias de gravações exaustivas, mas cheias de significado, durante as gravações do longa.
Foto: Divulgação.

Giovanna ressaltou, inclusive, como o peso da história surgiu em meio às gravações. "A emoção veio junto com o limite dessa mulher quebrada, que precisa agir no meio do caos", contou, reforçando também que o fato de mulheres como protagonistas da história, essencialmente de ação, também se tornou um ponto forte para adicionar densidade ao que o longa conta.

Sobre o ponto, inclusive, a atriz disse acreditar na relevância das histórias capazes de unir ação e propósito em um cenário "tão potente". Segundo ela, o filme pode ser visto como uma renovação necessária para o gênero no cinema nacional. "É de um gênero antigo, a ação, mas trazendo essa ‘roupagem’ nova de ser protagonizada por mulheres. Então, teve muita troca e muita potência, sem dúvida", concluiu Giovanna.

"Rio de Sangue" tem direção de Gustavo Bonafé e Vanessa Veiga, trazendo, além de Antonelli e Wegmann, nomes como Antonio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidelis Baniwa e Ravel Andrade no elenco. 

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