Em depoimento, Ed Motta nega acusações de agressão em restaurante no RJ
Cantor admitiu ter arremessado cadeira no chão ao se frustrar com cobrança de taxa.
O cantor Ed Motta prestou depoimento nesta terça-feira (12), na 15ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, e negou ter cometido qualquer agressão ou injúria contra os funcionários de um restaurante da capital carioca. O artista esteve no centro de uma confusão ocorrida no último dia 2 de maio.
O estabelecimento em questão é o restaurante Grado, no bairro Jardim Botânico. Relatos dos funcionários apontaram que Motta e outros dois amigos teriam ofendido a equipe após ficarem irritados com a negativa de cortesia da "taxa de rolha", geralmente cobrada quando se leva um vinho para o restaurante.
Uma das acusações citava que Motta havia chamado um dos funcionários de "paraíba", fato negado pelo músico no depoimento. As declarações foram acessadas pela colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
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Ed Motta explicou, durante o pronunciamento à polícia, que foi ao restaurante para uma confraternização com amigos. Cada um levou duas garrafas de vinho para a refeição, mas a surpresa veio com a conta.
O cantor disse que ficou chateado ao perceber a cobrança da "taxa de rolha", o que, segundo ele, "nunca ocorrera anteriormente". Em conversa com o gerente, ele teria ouvido que a cobrança foi realizada por conta da mesa cheia.
Motta contou que, então, pegou uma cadeira e "arremessou-a ao chão, sem a intenção de acertar qualquer pessoa". Em seguida, teria esbarrado em uma mesa de forma acidental, derrubando uma das bolsas de outra cliente.
Imagens do momento mostraram um dos amigos dele jogando uma garrafa na mesa ao lado, mas Ed Motta afirmou que só soube da confusão na manhã seguinte, ainda repudiando as acusações de injúria.
O cantor declarou que "jamais utilizou palavras pejorativas", destacando que "é negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito".