A cantora Tina Turner, que faleceu nesta quarta-feira (24) aos 83 anos, foi vítima de violência doméstica e viveu um relacionamento abusivo com o ex-marido, Ike Turner. Eles se casaram em 1962 e ficaram juntos por 16 anos.
Detalhes do relacionamento foram revelados no documentário biográfico 'Tina', do HBO Max. Tina e Ike se divorciaram em 1978 e a cantora saiu do casamento com dívidas, em virtude do cancelamento da tour que faria com o marido.
"Eu queria que as pessoas parassem de pensar que Ike & Tina era muito positivo, que éramos uma ótima parceria", disse. Tina revelou que Ike a descobriu quando ela era adolescente e agenciou todos os detalhes da sua carreira, controlando os aspectos financeiros.
Segundo Tina, ela era agredida mesmo enquanto estava grávida e teve o casamento marcado por 'abuso e medo'. Ike, que enfrentava problemas com drogas, teria agredido a artista com uma sapateira e a queimado com café em alguns dos episódios de abuso.
"Num jeito perverso, os hematomas que ele me deu — um olho roxo, o lábio machucado, a costela trincada — eram marcas de posse. Uma maneira de dizer: 'Ela é minha e eu posso fazer o que eu quiser com ela", disse no livro 'Minha História de Amor', publicado por ela em 2018.
Apesar do trauma, Tina conseguiu se reconstruir e desenvolveu uma carreira solo brilhante. Com 100 milhões de cópias vendidas mundialmente e oito Grammys, Turner é considerada um ícone da música.
Morte de Tina Turner
Tina Turner faleceu pacificamente em sua casa em Kusnacht, na Suíça, aos 83 anos. A estrela foi uma das cantoras mais amadas do rock, conhecida pelo seu carisma no palco e as sequências de sucessos musicais.
A artista teve quatro filhos, sendo Ronnie Turner, Craig Raymond Turner, Ike Turner Jr, e Michael Turner. No entanto, em 2018, Craig morreu em 2018, por suicídio.
Entre os principais sucessos de sua carreira, estão “We Don’t Need Another Hero (Thunderdome)”, “What’s Love Got to Do with It” e "Proud Mary"