Jane Batista, artista radicada no Ceará, vence Prêmio Pipa 2026 de arte contemporânea

Premiação é considerada uma das mais relevantes da área no Brasil.

Escrito por Beatriz Rabelo beatriz.rabelo@svm.com.br
26 de Junho de 2026 - 18:01
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Legenda: Suas imagens surgem a partir de experimentações com o autorretrato.
Foto: Divulgação/Jane Batista.

A fotógrafa Jane Batista, radicada no Ceará, foi anunciada como vencedora do Prêmio Pipa 2026, um dos mais prestigiados da arte contemporânea brasileira. Essa premiação é referência no setor e reconhece anualmente artistas que possuem obras de impacto e relevância no cenário nacional.

Neste ano, além de Jane, o Ceará teve outros três artistas indicados à premiação. Estavam na disputa o artista visual Charles Lessa, a artista Gi Monteiro e a multiartista e gestora cultural Bárbara Banida. 

Eles integraram o grupo de 55 indicados à 17ª edição do Prêmio Pipa. Além de promover a arte contemporânea, essa honraria também busca mapear talentos promissores.

Jane já participou de exposições individuais e coletivas em lugares como Fortaleza, Recife, São Paulo, Alemanha e Argentina.
Legenda: Jane já participou de exposições individuais e coletivas em lugares como Fortaleza, Recife, São Paulo, Alemanha e Argentina.
Foto: Divulgação/Jane Batista.

Jane,  que tem origem afro-indígena e vive no território do Titanzinho, em Fortaleza, mergulha na experimentação com o autorretrato, buscando trazer elementos de suas paisagens para as fotografias.  

"Construir esses autorretratos me incentiva a visitar cada vez mais a minha memória, a tentar descobrir quem realmente sou, porque somos segredos para nós mesmos e estaremos sempre descobrindo algo novo em nós", revelou à Cave Galeria, responsável por representá-la

No trabalho autodidata desde 2020, ela utiliza exclusivamente o telefone como ferramenta de captura e edição, criando um lugar de refúgio para suas fantasias e sonhos. 

Quem é Jane Batista?

Artista, poeta e fotógrafa performática, Jane Batista busca criar uma arte que aborde corpos femininos, pretos e periféricos. O seu trabalho no campo da fotografia teve início em 2020, durante a pandemia. Desde então, tem participado de exposições coletivas e individuais com sua produção artística. 

Em 2025, chegou a ser indicada ao 16º Prêmio Pipa de arte contemporânea, mas não venceu. 

Ela já participou de residência na Casa Gabriel Espaço de Arte, atualmente conhecido como Claraboia, em São Paulo. E conta com mais de cinco publicações na área. 

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