A fotógrafa Jane Batista, radicada no Ceará, foi anunciada como vencedora do Prêmio Pipa 2026, um dos mais prestigiados da arte contemporânea brasileira. Essa premiação é referência no setor e reconhece anualmente artistas que possuem obras de impacto e relevância no cenário nacional.
Neste ano, além de Jane, o Ceará teve outros três artistas indicados à premiação. Estavam na disputa o artista visual Charles Lessa, a artista Gi Monteiro e a multiartista e gestora cultural Bárbara Banida.
Eles integraram o grupo de 55 indicados à 17ª edição do Prêmio Pipa. Além de promover a arte contemporânea, essa honraria também busca mapear talentos promissores.
Jane, que tem origem afro-indígena e vive no território do Titanzinho, em Fortaleza, mergulha na experimentação com o autorretrato, buscando trazer elementos de suas paisagens para as fotografias.
"Construir esses autorretratos me incentiva a visitar cada vez mais a minha memória, a tentar descobrir quem realmente sou, porque somos segredos para nós mesmos e estaremos sempre descobrindo algo novo em nós", revelou à Cave Galeria, responsável por representá-la.
No trabalho autodidata desde 2020, ela utiliza exclusivamente o telefone como ferramenta de captura e edição, criando um lugar de refúgio para suas fantasias e sonhos.
Quem é Jane Batista?
Artista, poeta e fotógrafa performática, Jane Batista busca criar uma arte que aborde corpos femininos, pretos e periféricos. O seu trabalho no campo da fotografia teve início em 2020, durante a pandemia. Desde então, tem participado de exposições coletivas e individuais com sua produção artística.
Em 2025, chegou a ser indicada ao 16º Prêmio Pipa de arte contemporânea, mas não venceu.
Ela já participou de residência na Casa Gabriel Espaço de Arte, atualmente conhecido como Claraboia, em São Paulo. E conta com mais de cinco publicações na área.