Vacina da Pfizer será usada como dose de reforço para quem tomou Janssen na cidade de São Paulo

O cronograma da capital paulista prevê a imunização de 300 mil pessoas

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Legenda: Qualquer pessoa maior de 18 anos que tomou a dose da Janssen há pelo menos dois meses, será imunizada com a Pfizer.
Foto: Fred Tanneau/AFP
A vacina da Pfizer será utilizada como dose de reforço a partir desta terça-feira (30) para quem foi imunizado com a Janssen na cidade de São Paulo. A decisão foi anunciada na tarde dessa segunda-feira (29) pela Secretaria Municipal de Saúde após reunião para discutir ações de enfrentamento à variante Ômicron. 

A expectativa da Pasta é vacinar rapidamente mais de 300 mil pessoas que receberam a dose da Janssen. Segundo a equipe técnica, a utilização do imunizante da Pfizer caso não haja doses da Janssen está amparada em um documento técnico do governo de São Paulo.
 
Segundo a norma da Prefeitura, qualquer pessoa maior de 18 anos que tomou a vacina da Janssen há pelo menos dois meses, está apta a ser imunizada com a Pfizer. 
 
Na última quinta-feira (25), o Ministério da Saúde divulgou nota técnica orientando os brasileiros que foram imunizados com a vacina da Janssen a tomarem uma dose de reforço entre dois e seis meses após a primeira aplicação. A recomendação é que seja utilizado imunizante da mesma marca. No entanto, uma recomendação anterior, feita em agosto deste ano, já autorizava o uso da vacina Pfizer para idosos que tomaram a dose única da Janssen.

Já na reunião dessa segunda-feira, a secretaria também definiu que deixa de ser obrigatória a apresentação de comprovante de endereço na cidade de São Paulo para tomar qualquer uma das doses na rede municipal de saúde. Com o alto índice de imunização para primeira e segunda doses na capital e para fortalecer a vacinação nacional, qualquer pessoa pode se apresentar para receber o imunizante, independentemente do local de residência.

Também foi definido que casos da variante Ômicron terão como referência o Hospital Municipal Tide Setúbal, além do Hospital Geral Guaianazes, do governo estadual.

Variante ainda não foi detectada em São Paulo

A Pasta  informou que não registrou novas variantes em circulação na capital. Na última amostra de sequenciamento genômico e monitoramento dos casos positivos, todos os casos de Covid-19 eram da variante Delta.

O ministério garantiu que serão feitos testes para detectar o coronavírus em pacientes suspeitos (sintomáticos) vindos dos países africanos informados pelo ministério e das regiões onde eles forem residir. A rede de saúde da cidade foi orientada a questionar todo paciente sintomático se esteve na África nos últimos 14 dias e, se a resposta for positiva, então a amostra coletada será encaminhada para o sequenciamento.

Todas as pessoas que chegarem da África terão os dados (nome, contato e endereço) enviados pela Anvisa aos municípios e a vigilância em saúde da cidade de São Paulo orientará que mantenham quarentena de 14 dias, além de realizar um monitoramento (via contato telefônico) do estado de saúde de cada um. Quem apresentar sintomas da doença, terá a amostra coletada e encaminhada para genotipagem.

 

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