Pfizer diz que não tem prazo para solicitar aprovação de remédio contra Covid-19 no Brasil

Estudo apresentado pelo laboratório aponta que o fármaco reduziu em 89% o número de hospitalizações e mortes

Produção do Paxlovid pela Pfizer
Legenda: O governo dos EUA fechou um contrato no valor de US$ 530 — equivalente a R$ 2.775,03 — por um número de pílulas para cinco dias de tratamento
Foto: AFP

Produtora do antiviral Paxlovid, usado contra a Covid-19 em alguns países, a Pfizer afirma que está em negociação com o Ministério da Saúde. No entanto, a farmacêutica informou que ainda não submeteu o pedido de uso emergencial da droga à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e não tem prazo para o fazer.

Conforme informou o portal Uol, o laboratório se reuniu com a agência regulatória brasileira em 19 de janeiro, ocasião em que realizaram uma pré-submissão para a aprovação de uso emergencial do medicamento. 

"Novas discussões estão em andamento para definir as próximas etapas para a futura submissão da molécula, cuja submissão está sendo planejada para acontecer em breve", declarou a Pfizer à publicação. 

O medicamento de uso oral é composto por duas substâncias: nirmatrevil e ritonavir. Estudo apresentados pelo laboratório aponta que o fármaco reduziu em 89% o número de hospitalizações e mortes pela doença causada pelo coronavírus. Ele já foi aprovado pelas maiores agências regulatórias internacionais sendo usado, por exemplo, na França e em Israel. 

Sem prazo

Além da aprovação da Anvisa, a farmacêutica informou que a disponibilização do remédio no Brasil depende também das "negociações já iniciadas entre Pfizer e Ministério da Saúde para um possível fornecimento futuro ao país". 

Já a agência brasileira declarou que a reunião de pré-submissão com os laboratórios são realizadas para "apresentação dos dados técnicos de um produto antes do envio formal do pedido pela empresa".

Após o pedido de autorização ser submetido, o órgão tem 30 dias para avaliação, mas ressaltou que o prazo só começa a ser considerado "a partir do recebimento formal do pacote de dados e informações completas sobre o medicamento". 

Ainda não foi divulgado o preço que será praticado no mercado do País, mas considerando o valor internacional, ele deve ser caro. O governo dos EUA fechou um contrato no valor de US$ 530 — equivalente a R$ 2.775,03 na contação desta quinta-feira (10) — por uma quantidade de pílulas suficientes para o tratamento de cinco dias.

Proteção contra a Covid

Diferentemente das vacinas, a pílula anticovid não atua na proteína 'spike' do coronavírus, que está em constante evolução sendo usada pelo vírus para invadir as células. Assim, teoricamente, estaria mais apta a enfrentar novas variantes. Segundo a Pfizer, estudos preliminares em laboratório respaldam esta hipótese.

O Paxlovid é uma combinação de uma nova molécula, o nirmatrelvir, com o ritonavir, o antiviral contra o HIV, tomados em comprimidos separados. O nirmatrelvir bloqueia a ação de uma enzima de que o vírus precisa para se replicar, enquanto o ritonavir retarda a degradação do nirmatrelvir para permanecer no corpo por mais tempo e em níveis mais elevados.

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