Petrópolis: número de mortes confirmadas aumenta para 223

A previsão é de chuva no município durante o 13º dia de buscas por desaparecidos

Imagem de destroços de imóveis após deslizamento de terra em Petrópolis causado por temporal em 15 de fevereiro de 2022
Legenda: Conforme a Polícia Civil, ainda há 20 pessoas que não foram localizadas
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O número de mortes provocadas pelo temporal que atingiu Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, aumentou para 223 vítimas neste domingo (27) de Carnaval. As buscas por desaparecidos entraram no 13º dia e, conforme a Polícia Civil, ainda há 20 pessoas que não foram localizadas. 

Do total de óbitos, há 132 mulheres e 91 homens. Conforme o portal Poder 360, o resgate continua nas áreas onde existe suspeita de desaparecidos, como no Morro da Oficina, na Vila Felipe, no Sargento Boening e na Vila Itália. 

O Corpo de Bombeiros fluminense conta com o auxílio de agentes encaminhados pelas corporações de outros 16 estados, que enviaram militares e cães para ajudarem nas buscas. O Ceará foi uma das federações a apoiar as equipes do Rio. 

Em 15 de fevereiro, Petrópolis registrou, em 6 horas, o volume de chuva previsto para o mês inteiro. A precipitação causou deslizamentos de terras que arrastaram casas e carros. 

Previsão de chuva em Petrópolis

Há cerca de 80% de chance de o município fluminense registrar precipitação neste domingo. Segundo a plataforma Climatempo, a chuva deve ocorrer entre a tarde e a noite. 

No entanto, apesar da possibilidade de água, a ferramenta indica que deve ser observado apenas 8 milímetros de volume na cidade. 

Procura por moradia

Com o passar dos dias desde a tragédia, as famílias que estavam desabrigadas, ficando com parentes, amigos ou em abrigos, começaram a buscar por endereços próprios, conforme informações da Agência Brasil.

No Morro da Oficina, é grande o número de pessoas subindo e descendo as ladeiras, trazendo nas mãos sacolas com o pouco que restou do que sobrou dos pertences, objetos e peças de roupas localizados nos imóveis que não foram abaixo, mas que não têm mais condições de segurança, por estarem à beira de barrancos, com as paredes rachadas ou em frente a enormes buracos que se abriram no chão. 

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