Homem amputado recebe multa por dirigir com o braço que não tem para fora do carro

Seu carro é adaptado, semiautomático e sua Carteira Nacional de Habilitação contém o aviso de deficiência

Legenda: Após a multa, o comerciante buscou um advogado para conseguir recorrer
Foto: Reprodução/TV Globo

Apesar de ser amputado e não possuir o braço esquerdo, um morador de Vitória, no Espírito Santo, foi multado por conduzir o veículo com um dos braços para o lado de fora, conforme informações do UOL. O comerciante de 72 anos contactou um advogado e recorreu a punição, já que garante que era ele quem conduzia o veículo quando foi multado pela Polícia Militar.

O motorista relatou que recebeu a multa no dia 15 de dezembro do ano passado, enquanto entrava com o carro na garagem do restaurante do qual é proprietário, na Rua Graciano Neves. O documento ainda detalha o motivo da aplicação da multa: "o referido motorista estava conduzindo o veículo com um dos braços para o lado de fora"

Legenda: A multa especificava que o motorista "estava conduzindo o veículo com um dos braços para o lado de fora"
Foto: Reprodução/TV Globo

"Poderia ter me dado outra multa por outras coisas, eu não teria nem recurso. Mas essa? Já recorri. Tem que ter um respeito maior com os comerciantes e com o usuário", disse o homem. 

Por conta da deficiência, seu veículo é adaptado, sendo semiautomático, e sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) contém o aviso de que ele não possui o braço esquerdo. 

AUTO DE INFRAÇÃO

A prefeitura do Vitória apontou que o carro pode ter sido utilizado por uma outra pessoa, sem ser o comerciante, além de informar que qualquer condutor de veículos que são pessoas com deficiência, seja motora ou visual, precisam ter essa informação na CNH para apresentem o documento em caso de abordagem.

Para recorrer da multa, a prefeitura explicou que a pessoa multada pode protocolar o processo virtualmente no site da prefeitura ou comparecer fisicamente à sede da Setran.

Até o momento da publicação do UOL, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu) e Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) não deu retorno sobre o caso.

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