Ex-namorada de Dr. Jairinho, ouvida no caso Henry Borel, diz que vereador agrediu ela e a filha

Testemunha disse à polícia que ela e a filha foram agredidas há cerca de oito anos, quando a criança tinha quatro anos

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Legenda: Dr. Jairinho, namorado da mãe de Henry Borel, é vereador do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Uma ex-namorada do vereador do Rio de Janeiro Dr. Jairinho (Solidariedade) afirmou a polícia que ela e a filha foram agredidas por ele, há cerca de oito anos. Ela foi ouvida nesta terça-feira (23), na investigação da morte de Henry Borel, de 4 anos. A informação é do portal UOL.

Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, é namorado da mãe de Henry, Monique Medeiros da Costa Almeida. A criança morreu na madrugada de 8 de março, em um apartamento da Barra da Tijuca, ondeo casal estava. 

A ex-namorada de Jairo prestou depoimento por seis horas. A mulher falou sobre as agressões sofridas por ela e pela filha, que tinha quatro anos na época. 

A testemunha afirmou que não denunciou as agressões anteriormente por medo de retaliações. O advogado de Jairo, André França, disse ao portal que não há informações oficiais sobre essas acusações.

A defesa afirmou que a testemunha foi levada pelo pai de Henry, Leniel Borel de Almeida, numa tentativa de produzir elementos contra Monique. 

Também foram ouvidos pela polícia, nesta terça-feira (23), a equipe que atendeu Henry no hospital, duas médicas e uma enfermeira, e o perito que fez a necropsia no corpo do garto. A doméstica que limpou o apartamento de Monique, horas após a morte do garoto e antes dos policiais chegarem ao local, também prestou depoimento. 

Entenda o caso 

Por volta de 3h50 de 8 de março, Henry chegou ao hospital Barra D'Or sem vida, conforme o boletim médico. Segundo o depoimento de Monique, Henry foi encontrado desacordado no quarto onde dormia. Ela e o namorado levaram o menino para a unidade de saúde

De acordo com o laudo médico, divulgado pela TV Globo, a criança tinha múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores, infiltração hemorrágica  na parte da frente, lateral e posterior da cabeça; edemas no encéfalo; grande quantidade de sangue no abdome; laceração no fígado e outras contusões. 

Monique e Dr. Jairinho passaram 12 horas depondo em salas separadas no 16ª Distrito Policial, da Barra da Tijuca, na última quinta-feira (18). O pai do menino também foi ouvido.

Em depoimento à polícia, a mãe disse que botou o filho para dormir no quarto do casal e permaneceu na sala assistindo TV com o namorado. Momentos depois, os dois foram para o quarto de hóspedes e continuaram a assistir uma série. 

Durante a madrugada, eles acordaram, foram até o quarto e encontraram o menino caído, conforme Monique. 

A médica Viviane dos Santos Rosa afirmou ao portal G1 que Monique e Jairo disseram ter encontrado a criança 'mole', após ouvir um barulho em seu quarto. Em seu depoimento à polícia, o casal não falou sobre ter ouvido barulhos, diferente do informado para a equipe médica do hospital.

Henry passou o fim de semana com o pai e, horas antes da morte, na noite de domingo (7), foi deixado na casa da mãe. 

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Legenda: Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março, no apartamento de sua mãe
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Conforme o depoimento prestado por Leniel na delegacia, a mãe da criança teria ligado para ele por volta das 4h30 e comunicado o incidente. Segundo o pai, Monique teria dito que encontrou o filho com os olhos revirados e com dificuldade de respirar e teria o levado ao hospital.

Preocupação

Em mensagens divulgadas pelo programa Fantástico, da TV Globo, Monique se demonstrou preocupada com a volta do filho para seu apartamento. 

"Quando puder trazer me avisa. Vai ser uma choradeira sem fim mesmo", disse Monique a Leniel no domingo (7). 

"E o pior é que ele mexe com meu psicológico falando que fico pouquinho com ele", afirmou o pai. E a mãe continuou: "Acordo mal, fico mal, fico horrível".

"Calma, estamos no processo", respondeu o ex-marido. Às 18h50, Monque afirmou que "Hoje será uma noite difícil. Sempre que ele chega é assim. Eu parei a minha vida para estar do lado dele e não adianta. Eu sei o que eu passo diariamente. Uma criança de 4 anos desestrutura a gente, mas não pode comandar". 

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