Corpo de Bombeiros confirma oitava morte após queda de paredão em Capitólio

Ao todo, 27 pessoas já foram atendidas e liberadas; ao menos duas seguem internadas.

Legenda: Integridade dos corpos já encontrados está bastante comprometida devido ao impacto com as rochas
Foto: Reprodução

Subiu para oito o número de vítimas após o desabamento de uma rocha no Lago de Furnas. O corpo foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros em Capitólio neste domingo (9). Segundo o major Rodrigo Castro, às 9h50, a primeira equipe de busca localizou o corpo do sexo masculino submerso no local do acidente. As buscas continuam para encontrar outras duas pessoas que estão desaparecidas.

As vítimas são 4 mulheres e 4 homens, informou o delegado de Capitólio. Até agora, ninguém foi identificado ainda. O coronel dos bombeiros Edgard Estevo, disse primeiramente que a estimativa era que 20 pessoas estivessem desaparecidas.

Entretanto, em entrevista para a EPTV, afiliada Globo, o tenente Pedro Aihara afirmou que seriam quatro pessoas desaparecidas e que eles conseguiram contato com as outras vítimas. Pouco depois, o número foi atualizado para três desaparecidos.

Já em relação aos feridos, 32 pessoas foram atendidas por causa do acidente, a maioria com ferimentos leves. Dessas, 27 foram atendidas e liberadas: 23 delas da Santa Casa de Capitólio e outras 4 da Santa Casa de São José da Barra, a 46 km de Capitólio.

De acordo com o coronel, 40 bombeiros e mergulhadores estão no local do acidente, mas as buscas estão suspensas durante a noite.

Acidente

Um dos cânions atingiu quatro embarcações, com pelo menos 34 pessoas, no sábado (8), e causou sete mortes. Um vídeo mostra o momento em que um dos cânions atinge as lanchas.

Segundo balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros na manhã deste domingo, além dos militares  empenhados na operação de busca, entre bombeiros militares e militares da Marinha do Brasil; há 11 mergulhadores dos bombeiros empenhados, especialistas nesse tipo de operação e já familiarizados com a área de busca; 4 lanchas e 3 motos aquáticas da Marinha e dos bombeiros lançadas no local de busca já delimitado, além do apoio de 7 viaturas.

Erosão do solo e infiltrações de água das fortes chuvas que atingem todo o estado de Minas Gerais há dias, podem ter sido as responsáveis pelo desabamento de um paredão, segundo apontaram especialistas ouvido pelo Portal G1. Há, também, outras hipóteses para a tragédia, como a falta de um mapeamento de riscos da região e o fato de que paredões e falésias costumam ceder naturalmente.

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